Apocalipse em Gotham City!

Terra-Devastada-CapaComo fã do sistema de RPG nacional Terra Devastada, um jogo de sobrevivência em um mundo consumido pelo apocalipse zumbi, Raphael Lima decidiu criar uma aventura com duas de suas coisas favoritas: zumbis e super-heróis.

Na verdade, não são exatamente super-heróis, mas membros do Esquadrão Suicida, uma força-tarefa do governo norte-americano composta quase que exclusivamente por super-vilões, que participam de missões arriscadíssimas para reduzir suas penas. Como ir até uma Gotham City infestada de zumbis. Não apenas em Gotham, mas no Asilo Arkham, onde alguns dos mais perigosos e insanos criminosos estão presos.

Ou melhor, estavam presos. Até virarem zumbis.

A aventura está disponível para baixar aqui (após corrigir um erro de permissão de acesso que impedia os downloads).

Memórias Perdidas 4/4

zumbis

Dia 4

 

Meu ferimento piorou, então decidimos começar a viagem para o Onofre Lopes, antes disso tudo era questão de minutos, hoje é caso de vida ou morte. Decidimos descer o telhado pela casa lateral, tinha dois daqueles demônios, mas em silêncio demos um jeito neles. Engraçado, Priscila não grita mais, não sei o que pensar sobre essa garotinha, mas precisamos ir. A rua de trás parecia tranquila, mas que merda, um surgiu no meio dos carros, o Magro ficou nervoso e foi mordido, que merda, tinha algo nos olhos daquele monstro, ele estava escondido atrás do carro e saiu na hora certa de pegar o Magro e Ricardo mais uma vez não fez nada. Mesmo com dores, matei o bicho, quando olho para cara do safado do Ricardo tenho vontade de resolver a vida dele e a minha, mas eu e o Magro estamos feridos e precisamos desse fi de quenga.

Mesmo com os ferimentos, conseguimos correndo chegar ao Onofre Lopes, entramos por uma das entradas laterais, vedamos o portão e conseguimos nos livrar de uma dezena de monstros. Eu e o magro, feridos, valemos mais que o fdp do Ricardo inteiro, porque que ele não foi mais o gordo? Então decidimos entrar no hospital.

Pela porta da frente? Que ideia massa, Magro, mas não temos escolha. Entramos, o Magro sai com seu facão cortando os zumbis, um deles está prestes a mordê-lo, puxo a arma e disparo, sabendo que posso ter assinado a nossa sentença de morte. Priscila grita ao ouvir o estampido, monstros aparecem no fim do corredor, tiros e mais tiros, matamos os que estão em nossa frente e avançamos prédio adentro, dá para ouvir os grunhidos dos que estão vindo atrás de nós, em nosso caminho alguns aparecem, ao fim do corredor uma sala, que merda, está fechada. Lá vem eles, mais alguns tiros e as balas acabam, olho nos olhos dos meus amigos, agora tenho uma faca em minhas mãos, o suor escorre, limpo o rosto e me dou conta que nesse prédio tem luz, eram quatro, e agora parecem ser dez cambaleando pelo corredor e mais aparecem. O cagão do Ricardo já está rezando. Uma porta se abre, rapidamente entramos.

Era um laboratório que ainda funcionava devido a um gerador e nele estava o doutor Emiliano. Ele cuidou dos nossos ferimentos e amputou o braço do Magro. Enquanto isso eu andei pelo laboratório e achei em uma sala alguns monstros presos em macas, caramba, que merda esse médico está fazendo aqui? Corro até ele e pergunto.

– Doutor, o que o senhor está fazendo aqui?

– Eu descobri um patogênico que retarda o processo de transformação das células.

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Memórias Perdidas: parte 2 de 4

apocalipse-zumbi

Dia 2

Amanheceu, mas quem disse que dormi com todo aquele barulho de grunhidos e grades forçadas? Priscila estava dormindo (a menina que salvamos no carro), Robson está com muita febre e dores. Bruno aflito, me fala que o Gordo fugiu com Igor, só ouviu o barulho da moto antes do amanhecer. Decido ir atrás de medicamentos para o meu colega, vou para o terreno do edifício, os malditos ficam loucos com a minha presença, não há como sair, Bruno me consola, mas logo uns sucessivos sons de alarmes dos carros são disparados e eu vejo um garoto correndo entre os zumbis. A maioria, parte em busca da presa mais fácil, ficando uns poucos à minha frente, abro o portão, mato três e sigo para a Deodoro, e tenho a grata surpresa de encontrar o Nordestão de Petrópolis (ele sempre esteve ali, mas a essa altura, eu não lembrava mais). Me aproximo lentamente entre os carros, há poucos no prédio, mas muitos na rua, vejo o garoto do outro lado da rua, faço um sinal com a mão e ele se aproxima.

O moleque parece ter uns 10 anos e disse para eu o chamar de Sibite. Falou que ainda resta um pouco de comida, e alguns medicamentos no supermercado. Conseguimos chegar sem problemas, matamos um que ficava na entrada e haviam uns poucos nos corredores, dava para desviar. Recolhemos alguns enlatados e alguns medicamentos (antibióticos, era o que Robson precisa), mas fomos surpreendidos, pelo sistema de som, que atraiu inúmeros monstros. Eles invadiram aos montes; Sibite conseguiu escapar por uma janela de ventilação que era pequena demais para mim. Me desviei, matei alguns, cometi o erro de atirar e atraí mais. Corri para os fundos do supermercado, tinha uma porta e uma câmera. Gritei, implorei, e a porta abriu. Quando entrei, levei um tiro na perna esquerda.

Um vigilante ainda estava refugiado no local, Michel era o seu nome, me pediu desculpas, mas disse que precisa me imobilizar. Tive vontade de mata-lo, mas tinha poucas balas, e o tiro não tinha sido letal, e eu precisava dele para fugir dali. Logo ele me falou de uma saída de ventilação pelo telhado, me levou até lá, escapei pulando algumas casas, e sai pela rua Floriano Peixoto; sem a comida nem medicamentos e o lugar está inacessível. Aquele cara vai morrer mais cedo, ou mais tarde.

Sigo pela rua e encontro mais alguns malditos, logo eles se aglomeram atrás de mim, esquisito, esses parecem ser mais rápidos, tanto, que quando me dou conta, quatro deles me cercam e entro em um restaurante; a porta estava quebrada, eu tento colocar uma mesa para impedir a passagem, mas eles são muitos, novamente cometo o erro de atirar, mais e mais se aglomeram e inevitavelmente sou mordido no braço direito. Penso em minha esposa, penso em me matar; quando vejo um facão decepar os zumbis, era um homem alto, magro, usando a farda do corpo de bombeiros.

O SD Magro, ele se apresentou assim, amputou meu braço, fez um curativo improvisado; encontrou alguns enlatados, e decidimos fugir. Não dava para voltar, tínhamos que seguir em frente, no sentido a catedral, era um dor infernal, eu me lembrei de Robson e dos medicamentos. Logo ouvimos um barulho de moto, era Igor; me senti aliviado ao vê-lo, mesmo tendo inúmeras perguntas. Ele me levou para o sindicato. O Magro seguiu o caminho a pé.

Em nosso refúgio, encontro Robson muito mal, e eu em estado semelhante ou pior. O Gordo deu um sorriso sarcástico ao me ver nessa situação. Priscila chorou, Robson ficou consternado. E Bruno? Havia sido morto, e ninguém sabia explicar como; mas Priscila, me falou que um tiro foi ouvido, minutos antes do retorno de Igor e o Gordo. E eu apaguei, mas ainda ouvi o Gordo questionar o aparecimento do Magro.

Leia  Dia 1.