Campanhas de final de ano

…e novamente eu chego em uma encruzilhada de campanhas. Com alguns meses sem jogar a campanha recém-natimorta de Guerra nas Estrelas, eu estou colocando uma fé danada em Shadowrun como substituto final para a campanha principal dos sábados, tendo como estepe (para quando Dudu não puder comparecer) uma campanha de OD&D que iniciamos na semana retrasada, quando tanto Dana quanto Dudu (o casal d20 – mas não deixe ele ouvir você dizendo isso) não puderam vir, devido a questões de trabalho (Dana juntando dinheiro para comprar seu IPhone 4). Continue lendo

O Mestre da Masmorra

Recentemente, na minha visita (quase) diária por blogs de Old-School (especificamente, no Delta’s D&D Hotspot) eu tropecei neste conto para o New Yorker, chamado The Dungeon Master. Não é um texto exatamente construtivo sobre nosso hobby, muito embora seja representante de uma boa literatura e de um estilo comum do contista norte-americano médio desde os anos 90, de frases curtas e pesadas. Por outro lado, é interessante ver de outro ponto de vista como certos personagens representam bem algumas figurinhas carimabadas de sessões de jogo que já tive no passado, o que às vezes chega a ser assustador.

Apesar da sessão de RPG no conto [spoiler]encerrar alguma violência e encerrar com a promessa de cadeia, suicídios, vidas sem rumo[spoiler!] e talvez coisa pior para seus participantes, ele funciona como uma precisa e dolorosa possibilidade do RPG enquanto atividade alienante e alienada da realidade, e certamente, na mesa de jogo do supracitado Dungeon Master, há um quê de sado-masoquismo, tanto da parte do mestre, como de seus jogadores. Talvez a coisa toda seja uma metáfora complicada sobre crescer na América da infância perdida e da crise financeira sob o espectro da ameaça terrorista, mas eu não sei.

Leiam e depois a gente conversa mais…