Dicas para mestrar/narrar de improviso: Parte II e Final

Ai galera, aqui quem fala é o Tretomancer, como vocês estão? Espero que bem. Hoje trago a continuação da matéria sobre como narrar/mestrar de improviso, agora falando sobre os blocos de construção e — vamos direto ao ponto:

Eu costumo dividir em quatro blocos distintos: Bloco de Temática, Bloco da Ambientação, Bloco de Aventura/Campanha e Bloco dos Personagens. Só um detalhe antes de começar: leia (ou ouça, caso tenha áudio book) e assista (filmes, séries e novelas também servem). Lembrando que esses blocos são pura anotação.

Bloco de Temática

Esse bloco é onde você vai escolher a(s) temática(s) para seu jogo, podendo ser medieval, futurista, pós-apocalíptico, contemporâneo, etc.

Exemplo: eu e os Jogadores, escolhemos neste bloco a temática medieval.

Bloco de Ambientação

Nesse bloco é de onde vai vir o clima para sua aventura / campanha e que pode ser de terror, horror, comedia, ação, drama, romance, fantástica, etc.

Exemplo: continuamos a fazer escolhas e nessa camada de bloco, decidimos pela opção fantástica, pois queremos algo bem heroico para jogar, como as aventuras de Bilbo Bolseiro.

Bloco da Aventura/Campanha

Nesse bloco você vai usar tudo que você tiver visto de interessante em livros e filmes, ou seja, as coisas que acontecem dentro da ambientação destes filmes e livros.

Exemplo: continuando com os blocos acima, para poder jogar com os Jogadores, eu (como Mestre) escolhi, numa das anotações que tinha feito, uma aventura sobre os jogadores serem contratados para proteger um nobre que precisa fazer uma viagem urgente de negócios.

Bloco dos Personagens

Aqui vão os detalhes de personagens que você vai ver em filmes e livros, tais como comportamento, modo de agir, costumes e tiques pessoais.

Exemplo: para construir o nobre escolhido no bloco dos personagens, entre seus comportamento e modo de agir — “desconfiado” e “medroso” — decido que ele tem o costume de fumar e o tique de espirrar sempre que chega num local diferente.

 

Valeu galera, espero ter aberto seus horizontes ou pelo menos ter ajudado com um novo modo de fazer suas aventuras interessantes.

Dicas para mestrar/narrar de improviso: Parte I

E ai galera aqui quem fala é o Tretomancer! Hoje vou dar umas dicas de como eu conduzo minhas aventuras (sei que já existem muitas por aí), ou pelo menos é como eu faço; adapte da forma que desejar. Espero que estes passos básicos que eu costumo seguir sejam de ajuda pra vocês.

Acho que por passar tempo demais sem narrar/mestrar, acabei lendo muita coisa e absorvendo um pouco de cada sistema que li, então, sem mais delongas:

Improvisando

  1. Ler muito: isso tá na cara, né? Acredito que todo narrador/mestre faz isso, só que tem um detalhe aqui – costumo fazer anotações do que gostei em cada leitura, seja escrevendo ou mentalizando e depois guardando no cérebro (é, uso constantemente minha memória pra isso).
  2. Blocos: procuro guardar essas anotações e pensamentos em blocos e vou criando raízes das anotações neste bloco, como uma arvore genealógica:
Deu pra entender?

Deu pra entender?

  1. Tipo de jogo: defino com os jogadores como eles desejam que a aventura seja ambientada, se é medieval, futurista e etc.
  2. Jogo livre/preso: depois que o passo 3 é decidido, vamos conversar com os jogadores antes de começar a mestrar/narrar – como o jogo será abordado na camada seguinte, se vai ser de horror, investigação (suspense), se terá mais combate ou se será aventura (ação) e dependendo do envolvimento dos jogadores, vou dando mais liberdade, apesar de gostar de deixar o mundo livre para eles transitarem como quiserem.
  3. Inicio, meio e fim: geralmente o início é decidido com os jogadores fazendo a ficha, ou só por meio de conversa com os jogadores antes do jogo; o meio depende inteiramente dos jogadores (não foco na história do jogo e sim na história dos jogadores); já o fim é decidido através dos blocos que eu criei e incrementado pelos jogadores.

Na próxima publicação explicarei um pouco melhor como trabalhar com os blocos.