O que é Indie?

Nos últimos dias tenho observados alguns debates nos grupos virtuais de RPG em que participo. E o que tenho visto, é que a comunidade rpgistica não tem uma noção básica, e muito menos consensual do que seja o termo. E quando se parte para os exemplos a coisa se torna ainda pior, gerando inúmeras controvérsias e quase nenhum consenso. Os próximos parágrafos vão expressar a minha opinião, longe de querer emplaca-la como uma verdade absoluta.

Então o que seria uma RPG Indie? Observando as definições vi abordagens referentes a tiragem de livros por edição; a editora; e até a nacionalidade. Esse último ponto é um dos mais abordados, pois na classificação dos jogadores que gostam dos chamados sistemas “robustos”, quase todos os sistemas nacionais são Indie. E o que são sistemas “robustos”? Ao meu humilde entendimento são os livros de grandes marcas, com inúmeros suplementos. Um livro escrito por um grande autor, mas pelo fato de não ter tido uma grande tiragem, ele pode ser considerado independente? Um sistema ser considerado bom ele precisa ter suplementos?

Mas mesmo assim a definição ainda é complexa, eu particularmente considero um RPG Indie, um sistema produzido de forma independente, com trabalho não profissonal, longe dos grandes centros editoriais, pensando no gosto do público ao qual se propõem o seu trabalho, e com uma abordagem voltada para uma produção local e profissional.

Um bom RPG sendo indie ou não, ele não tem a necessidade de ter inúmeros suplementos, e um detalhamento esmiuçado do seu cenário, pois quem tem a necessidade é o narrador e não o sistema. Alguns optam por sistemas fechados e completos, outros necessitam de sistemas abertos ondem podem adicionar suas pesquisas, ou se aprofundar nas mesmas. Mas o debate sobre um RPG ser considerado independente ou não ainda vai perpassar por muitos “embates”, e creio que não haverá um consenso sobre o tal conceito e quais livros se encaixam nessa classificação.

Mas o que realmente seria um sistema independente?

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GHOST/ECHO

Ghost/EchoPelo Twitter, o Gabriel veio me avisar: Ghost/Echo. Um RPG gratuito de duas páginas que consegue ao mesmo tempo ser absurdamente enigmático e fuderoso. Graficamente, ele já começa bem, com um visual tecno-avant-garde enxuto e dinâmico, que destaca as características (ou seriam sugestões? Não, espere — é melhor insinuações) narrativas mais importantes, como pessoas, locais, criaturas e tesouros do universo de jogo. Mas onde? Por quê? Como?

Ele não responde. Ele pede que você complete os espaços vazios com sua imaginação, e meus amigos, estes espaços vazios são grandes. Maiores que a quantidade de perguntas sem responder durante a terceira temporada de Lost, ou que os furos de roteiro em Transformers 2. Mas talvez seja isso que faça esse RPG indie tão interessante. Os personagens parecem ser pessoas com a habilidade especial de acessar ou penetrar o Ghost World (mundo fantasma, seja lá o que isso queria dizer), onde eles aparentemente — entre outras coisas — procuram por tesouros que só existem ali. Continue lendo