Ficha de Personagem: X-Plorers

Ficha de Personagens X-PlorersSe você acompanha minhas postagens desde o início, sabe que tenho um certo vício em produzir fichas de perosnagem para os vários jogos que aprecio — e que muitas vezes, jamais chegam a ser usadas. Esta é mais uma delas, produzida como alternativa para a ficha oficial (e em inglês) do X-Plorers, um RPG old-school de ficção científica sobre o qual eu fiz até uma resenha. Aproveitem, em breve devo postar uma versão que fiz já preenchida, e mais curta, para ser usada em eventos. Ah, para baixar a versão em PDF é só clicar aqui ou para a versão em PNG, na imagem à direita. Façam bom proveito.

Mais Fichas de personagens

Como prometido, aqui vão algumas fichas de personagens que produzi nos últimos anos:

Shadowrun 4ª Edição: a ficha padrão para preencher e ser usada nos jogos. Foi sucedida por uma versão em MS-Word. Prática e simples. A versão Word é mais simples ainda, e moleza de preencher.

Shadowrun 4ª Edição (para eventos): Uma coletãnea de personagens, que seriam usados no penúltimo Trampolim da Vitória (que não pude ir, infelizmente) em uma mesa de jogo experimental. Como os personagens já estavam prontos, há apenas as estatística principais, sem informações mais detalhadas, e voltada para o uso de iniciantes.

Cyberpunk 2020: Feita para minha última campanha de CPunk 2020 (obviamente), onde os jogadores faziam parte de uma banda de rock que havia sido “absorvida” por uma mega-corporação para ser seu novo sucesso das paradas. Não durou três sessões. Mas eu gostei da ficha.

Elíhria (Fuzion): criada para alguns dos últimos momentos em que joguei na lá legendária campanha do Gabriel nas terras do Rei Peregrino, ela foi uma tentativa tosca de fazer uma ficha indie-style, seguindo o ideal freeform do Fuzion. Não é lá essas coisas, mas aí está.

Fichas de Personagens

Eu adoro criar material para as campanhas: props, NPCs, notas e… fichas. Pois é. Muito embora cada sistema de jogo tenha sua ficha oficial, eu tenho esta percepção – ou desejo, sei lá – que o sistema de RPG, sua mecânica, deve ser adaptado não só ao seu grupo de jogo, mas à sua vontade, ao seu modo de mestrar.

Eu sou um mestre de GURPS tradicional, pelo menos na maior parte. Há sutilezas do sistema que não uso e provavelmente jamais usarei. Algumas são aplicada em determinadas campanhas, enquanto em outras não. Há aquelas que são usadas com grandes ou pequenas modificações, e até mesmo exatamente da forma como vem escrita no livro.

Mas ficha, ficha de personagem, para mim é uma coisa séria. Metade arte e metade técnica, ele me parece como um portfólio do sistema e da campanha que representa: entrega-me tua ficha de personagem e eu te direi como jogas. E não falo apenas do jogador. O GM, principal responsável pela execução das regras, é representado pels fichas. E o sistema que usam enquanto grupo de jogo. O que deverá existir nelas? Como serão mantidas? Como serão preenchidas? A lápis? Caneta? Computador?

No meu caso, as fichas primeiro passam por um processo de reflexão sobre o que vai ser usado na campanha. No meu caso, a primeira versão da ficha iria ser usada para um jogo de ação cinematográfica, com uma quantiade específica e limitada de vantagens, desvantagens e perícias. A estrutura da campanha faria com que o jogador, no momento da criação, não necessitasse escolher dúzias de perícias (a menos que desejasse) e vantagens. Ela deveria ter fácil visibilidade para seus elementos principais e seria preenchida à mão, já que eu havia fornecido um pequeno guia de criação de personagens aos jogadores, contendo cerca de 10 páginas e tendo tudo o que era necessário para o personagem.

Após as fichas serem preenchidas e usadas em umas duas ou três sessões de jogo, elas foram substituídas por uma versão menor, com metade do tamanho, onde havia apenas o espaço essencial para o conteúdo do personagem. Desta forma, era mais fácil de manusear e permitiria ao jogador encontrar rapidamente informações e estatísticas do personagem sem distrair-se com espaços irrelevantes ou não-preenchidos.

Como vocês fazem? Vocês chegam a se dar o trabalho?