Arvedui, O Último Rei – Cronologia de Campanha

b0050805_54e6013377090Olá pessoal, volto aqui para seguir com a sequência dos relatos de minhas crônicas e aventuras na Terra Média, já pensando em escrever aventuras para disponibilizar aqui no blog. Adianto que vou me atrever a escrever uma aventura na Primeira Era, durante as batalhas contra Morgoth — farei enquanto ainda tenho coragem. Em outro texto aqui no blog, eu coloquei meu histórico de aventuras na Terra Média. A crônica tem como base a Queda de Arthedain e a fuga do Rei Averdui para o Norte. Nesse contexto os heróis são envolvidos indiretamente nos fatos canônicos de Eriador e se confrontam com Celebeth, um traidor da casa de Arthedain, que possuía linhagem real direta a Elendil. No Contexto Histórico estão os fatos relatados nos apêndices do SdA. Cronologia representa os relatos dos jogadores. E segue uma lista de personagens históricos utilizados na crônica.

Crônica: Arvedui, o Último Rei
Sistema: CODA
Duração: 2006 a 2007
Personagens: Banazîr Sinyë (Mestre de Sabedoria Dunadán), Telumehtar Luin (Guerreiro Dunadán) e Cerch Imbelian (Nobre Elfo).

Contexto Histórico

1944 TE – Ataque de Mordor a Minas Tirith.

1974 TE – Invasão de Arthedain por Angmar (aliado a Rhudaur); viagem de Arvedui para as colinas (forte); resiste nas colinas, mais depois fogem para o Norte. os cavalos salvam-lhe as vidas; ficam escondidos uns tempos nos túneis (próximo ao extremo oposto das montanhas). Aranarth viaja para Mithlond (portos cinzentos) e contata Círdan, e depois vai para Valfenda se aconselha com Elrond.

1975 TE – Arvedui com sua comitiva chega a Forochel, os Lossoth os abrigam. O navio de Círdan chega até Forochel (e assusta os Lossoth). O Xamã lossoth diz a Arvedui: “não vá, espere o verão, pois no inverno a mão do senhor de Angmar é bem maior e ele pode fazer e desfazer o gelo.” Arvedui não dá ouvidos ao Xamã, e lhe dá o anel de Barahir, partindo no navio. Dias depois, o navio naufraga, e os dois Palantíris são perdidos. Chega à força de Gondor, liderada por Earnür. O Rei de Gondor não confronta o Senhor dos Nazgûl (Glorfindel faz uma previsão) e ele foge, mas Angmar é destruída.

1976 TE – Condecoração de Aranarth como líder dos dúnedain.

Personagens históricos: Arvedui (o Rei), Fíriel, de Gondor (Rainha), Aranarth (o Príncipe), Malbeth (o vidente, que previu o futuro de Arvedui), Elrond (senhor de Valfenda), Glorfindel (líder da casa da flor dourada de Gondolin), Círdan (senhor dos portos cinzentos), Elladan e Elrohir (filhos de Elrond)

Cronologia

1973 TE: Dezembro

10- Banazîr chega a Fornost.

12- Banazîr se reúne com Arvedui e os seus conselheiros. Fica decidido que ele irá para Valfenda, acompanhado de Telumehtar, filho do capitão Menelmacar, para pedir o auxílio aos elfos na guerra iminente contra Angmar.

15- Banazîr e Telumehtar partem de Fornost para Bri.

17- Encontro com Ventos cortantes. Telumehtar avista um vulto (Sercë, o lobisomem) na mata.

22- O grupo chega a Bri.

23- O grupo parte para Valfenda. Ventos Cortantes promete se encontrar com eles no Topo do vento.

25- O grupo é emboscado no Topo do Vento, por Sercë e 10 Orcs. Telumehtar é ferido por flechas envenenadas, mas Ventos Cortantes o salva. O grupo foge para o Sul, desviando um pouco a rota, e lá acham uma pequena gruta onde podem descansar. Banazîr vive a morte dos pais em visão e descobre uma pista sobre o assassino de seus pais.

26- Glorfindel, Elladan e Elrohir encontram o grupo. Glorfindel leva Telumehtar a Valfendapara receber melhores cuidados; Elladan e Elrohir acompanham os outros.

1974 TE: Janeiro

1- Aniversário de Banazîr.

3- Banazîr e Ventos Cortantes chegam a Valfenda acompanhados dos elfos.

5- Elrond conversa com Banazîr e à noite, homenageia o sábio com uma festa para comemorar o seu aniversário.

6- As forças de Angmar iniciam os ataques a Fornost. Aranarth parte de Fornost.

30- O príncipe Aranarth chega a Valfenda e conta sobre o ataque de Angmar e a fuga de Arvedui para as colinas do Norte, dizendo que já informou a Círdan, nos Portos Cinzentos. Aranarth entrega a Banazîr a espada e o colar do capitão Menelmacar, que lhe pediu para entregar ao seu filho.

31- Banazîr entrega a espada e o colar a Telumehtar. E Banazîr e Ventos Cortantes se reúnem com Elrond.

 1974 TE: Fevereiro

5- O grupo se reúne com Elrond, Aranarth e Glorfindel e decide ir atrás de Arvedui que fugiu para o norte. Elrond envia Cerch, o elfo, para compor a comitiva do resgate de Arvedui.

7- O grupo parte de Valfenda.

9- Dois dias após a partida de Valfenda, Ventos cortantes avista Sercë, que continua a perseguir o grupo mesmo depois da longa estada em Valfenda.

11- Cerch e Telumehtar avistam alguma coisa a persegui-los, mas Telumehtar reconhece aqueles olhos na escuridão e descobre que Sercë continua a persegui-los. Nesta noite, um uivo horrendo é ouvido na mata a pouca distância do grupo. É quando Ventos Cortantes e Telumehtar contam sobre Sercë e o grupo resolve viajar durante a noite de agora em diante.

13- Ventos Cortantes tenta surpreender Sercë, mas só o que vê é um enorme Warg, fora das proporções comuns e longe de seu habitat. O grupo prossegue viagem e ao amanhecer, chega à ponte, onde Ventos Cortantes encontra e coleta o berilo de Glorfindel, que o deixou para o grupo na vinda para Valfenda.

16- O grupo chega ao Topo do Vento e encontra cadáveres de Orcs — oito ao todo. Ventos cortantes e Banazîr suspeitam que são os Orcs que os atacaram. A pedido de Telumehtar e também por curiosidade de Ventos Cortantes, eles sobem o Topo do Vento. Lá eles são atacados por um Troll das colinas. O grupo consegue vencer o Troll, mas Ventos Cortantes deixa a batalha com ferimentos.

18- O grupo chega a Bri, e resolve ficar ate Ventos Cortantes se recuperar dos ferimentos.

27- Lúrë, a coruja, aparece para o grupo e entrega o recado de Arvedui: “Arvedui se encontra no lago Vesperturvo, a espera de ajuda”. O grupo se reúne e decide parti para o lago Vesperturvo.

28- O grupo parte para o lago Vesperturvo, sem os corcéis para parecer aos olhos do inimigo meros viajantes. E Ventos cortantes, parte para Fornost para vigiar os passos do inimigo, e diz que ira se encontrar com o grupo no lago.

 1974 TE: Março

3- Banazîr e Cerch avistam a criatura (Sercë) na mata.

8- O grupo chega à ponte do Brandevin, e decide subir ao norte pelas margens oeste do Brandevin.

12- Um grupo de corvos se aproxima do grupo, viajando contra o vento, o grupo tenta se esconder, mas são avistados; então eles decidem não descansar, e continua a viagem durante todo dia ate a noite. Durante a noite a criatura (Sercë) aparece no acampamento, e intimida Cerch.

21- Chegada ao lago Vesperturvo, no lago devido às feitiçarias de Undómë, Telumehtar mata seu pai, mas no leito de morte, o capitão Menelmacar entrega a seu filho um anel prateado que ele tirou do tesouro de Undómë. O espírito então aparece e é vencido por Telumehtar, pois os outros nada podiam fazer. Telumehtar enterra seu pai. Cerch e Banazîr vêem o tesouro de Undómë, e lá encontram o seu diário e desvendam a sua maldição. Lúrë aparece e diz que Arvedui foi para os túneis das colinas ao norte.

22- Partida do lago Vesperturvo.

26- O grupo chega a as colinas do vesperturvo, e encontra a entrada dos túneis. 

27- O grupo encontra Ventos cortantes nas escadarias dos túneis. Ventos cortantes conta ao grupo o que descobriu que o Rei dos bruxos enviou varias patrulhas de Orcs, em busca de Arvedui. Banazîr tem uma visão através de seus sonhos e vê os combates de 1944 TE em Gondor, e descobre a maldição de Menelmacar.

29- O grupo chega aos grandes salões, e descobre que ali fora uma antiga casa de Anões. Sercë se revela, e os ataca nos grandes salões, deixando seus servos (warsg) para combater o grupo, e prossegue atrás do rastro de Arvedui. O grupo vence os servos de Sercë, mas Cerch desmaia, e Ventos cortantes fica ferido. O grupo encontra a câmara de registros, e lá permanece por duas semanas até os ferimentos se amenizarem.

 1974 TE: Abril

13- O grupo deixa a câmara de registros e partem em busca de uma saída dos túneis. Começa o racionamento de alimentos.

20- O grupo encontra Arvedui, escondido numa câmara ao norte nos túneis.

23- Arvedui conversa com Banazîr, e lhe mostra o que carrega, e usa um palantír para tentar descobrir a saída dos túneis.

24- Arvedui conversa com Banazîr e lhe expõem o plano de fugir, e o grupo segurar o inimigo. Arvedui diz: “eu saberei a hora certa!”

O grupo passou tortuosos cinco meses se escondendo de Sercë e suas artimanhas dentro das colinas; quando todos estavam abatidos, enfim Arvedui tomou a sua decisão.

 1974 TE: Agosto

13- Aniversário de Telumehtar.

1974 TE: Setembro

22- Arvedui decide partir em dois dias, e começam os preparativos para a fuga do rei.

24- Arvedui parte na manhã deste dia, o grupo os acompanham até os caminhos do norte nos túneis, onde se encontra uma ponte, o Rei atravessa a ponte com sua comitiva deixando o grupo do outro lado, pois nos seus planos eles deveriam ficar e combater Sercë e o impedi-lo de se aproximar do Rei. Após atravessar a ponte um dos homens de sua comitiva usa um encanto, destruindo a ponte e a lançando abismo abaixo. O grupo retorna para a caverna na qual o Rei se escondeu durante todo esse tempo. O grupo passa a se esconder nas cavernas esperando a hora de emboscar Sercë, e vivem do restante das provisões de Arvedui.

 1974 TE: Outubro

7- O grupo avista Sercë nas proximidades de sua caverna, e decide emboscá-lo, eles persegue ele ate a volta aos grandes salões, mas Sercë e muito astuto e tinha os vistos, e quando eles entraram nos grandes salões foram atacados (Sercë e mais 3 wargs). Após o combate Sercë foge com apenas um de seus servos que, este bastante ferido, mas Telumehtar e Ventos cortantes estão gravemente feridos, Cerch e Banazîr ouvindo as palavras de Ventos cortantes, deixam os feridos na caverna e decide ir à caça de Sercë.

11- Aniversário de Cerch.

13- O grupo avista Orcs, nos túneis. Eles encontram Krór e Kili, e eles dão o paradeiro de Sercë.

15- Os dois encontram Sercë e lutam com ele. Neste dia chega o fim à perseguição do lobisomem; Banazîr e Cerch o derrotam. Após vencer Sercë eles decidem ir para Forochel.

 1974 TE: Novembro

1- Morte de Ventos cortantes, Os Orcs comandados por Shagrat que mataram o guardião. Telumehtar foge e decide ir para Forochel.

 1974 TE: Dezembro

27- Telumehtar desmaia no gelo, os Lossoth o acham, ele é o primeiro a chegar em Forochel. Telumehtar passa todo o tempo inconsciente devido à exposição ao frio, e por isso ele não pode ver Arvedui, que estava em Forochel.

 1975 TE: Janeiro

1- Aniversário de Banazîr.

 1975 TE: Março

5- Cerch e Banazîr chegam a Forochel. Fazia apenas um dia que Arvedui tinha partido. E dado o anel de Barahir para o Xamã Lossoth. Banazîr reivindica o anel em nome do príncipe Aranarth, mas o Xamã Lossoth diz que só dará o anel caso eles acabem com o demônio, que vive nas montanhas. Telumehtar Acorda.  Celebeth os visitam, e descobre que Arvedui já se fora; então revela ao grupo sobre o tesouro de Menelmacar, o anel que Telumehtar carrega, e depois parti. Telumehtar discute com o grupo e decide ir embora; a malícia do anel já está a agir sobre ele.

6- Telumehtar encontra Celebeth, que o desafia. Telumehtar é vencido por Celebeth e Shagrat, Capitão dos Orcs de Angmar. Celebeth leva o anel, e Shagrat corta a sua mão direita. Telumehtar é deixado para morrer na neve.

8- O Xamã Lossoth (Madbung) envia Ohtar para o sul. Cerch e Banazîr fazem planos para enfrentar a misteriosa criatura, mas Madbung diz que eles devem esperar os sinais. Neste momento a sombra de Angmar esta a cobrir quase toda a Arnor. Telumehtar começa a rastejar na direção de Forochel.

15- Após vários dias sem sol, ele aparece com todo o esplendor da aurora; e este parece ser o sinal de que o Xamã estivera falando. Ao final da manhã Ohtar retornar com três anões, Frerin, Bifur e Nori, dispostos a acompanhar o grupo na demanda da montanha.

17- O grupo formado em Forochel parte na aurora deste dia, para a demanda da montanha. Ohtar também parte com os forasteiros e os anões.

18- Telumehtar retorna a forochel.

21- O grupo encontra os salões da criatura, e descobre que se trata de um demônio do mundo antigo, um demônio de gelo. O grupo o enfrenta no interior da montanha, Cerch desfere o golpe final, acertando uma flechada no coração frio do demônio. Mas na fuga eles enfrentam alguns Trolls, e são bastantes feridos, mas conseguem fugir.

26- Os combatentes retornam a Forochel, e encontram Telumehtar, que contam o que o aconteceu. Madbung entrega o anel a Banazîr.

 1975 TE: Abril

1- O sol nasce mais forte neste dia, e as trevas de Angmar começam a ser dissipada pela a aurora e pelos fortes ventos que vem do oeste, acabando com o maldoso inverno que teimava em não dar trégua. Madbung diz que eles devem partir rápido para o sul em direção aos Portos dos Elfos (Mithlond). O grupo parte para o sul.

12- O grupo se despede do Ohtar que os acompanhou ate os limites da neve.

24- O grupo encontra o exercito de Gondor, Círdan estava lá a espera de Cerch, e apresentam o grupo a Earnür príncipe de Gondor e capitão dos exércitos.

26- A cavalaria de Gondor parte para o norte a fim de contornar as colinas. Telumehtar conversa com Beregond e descobre informações sobre Celebeth. Telumehtar desaparece do acampamento.

28- A outra parte do exercito parte pelas colinas, na aurora. Ao cair da noite eles atravessam as colinas e se deparam com um poderoso exercito enviado pelo “Rei dos Bruxos”, inicia-se os combates, pois os exércitos do oeste atacam descendo das colinas. E quando tudo parecia vencido para os exércitos do oeste, o “Rei dos Bruxos” apareceu em pessoa e mudou a sorte do combate, quando matou o capitão que comandava aquele ataque.

29- Os homens do oeste resistiram com bravura (é interessante registrar que nesse momento, o jogador que interpretava Cerch, o Elfo, tirou cinco vezes o número 6 seguidos na mesma jogada) pois quando a vitória do Rei dos Bruxos era quase completa, uma belíssima aurora floresceu em Eriador, e uma poderosa cavalaria, comandada pelo Príncipe-capitão Earnür de Gondor, desceu do norte, ao mesmo tempo em que as forças elfícas comandada por Glorfindel vieram em auxilio de Valfenda. Com a chegada dos exércitos o Rei dos Bruxos foge, declarando sua derrota, mas ele e perseguido por Glorfindel e Earnür de Gondor ate as charnecas Etten, quando finalmente para e resolve descarregar toda sua ira em alguém; e com um grito terrível ele cavalgou na direção do capitão de Gondor, mas Earnür ter-lhe-ia feito frente, mas seu cavalo não suportou o ataque e desviou o levando para longe antes que ele pudesse dominá-lo. Então o Rei dos Bruxos riu, e ninguém que ouviu aquilo jamais esqueceu o horror daquele grito. Mas então Glorfindel avançou no seu cavalo branco, e, em meio ao seu riso, o Rei dos Bruxos virou-se e fugiu para dentro das sombras; pois a noite caiu sobre o campo de batalha, e ele desapareceu e ninguém viu para onde foi. Neste momento Earnür retornou cavalgando, mas Glorfindel olhando em direção a escuridão que se adensava, disse – Não o persigam! Ele não retornará para esta terra. Muito distante ainda esta a sua destruição, e ele não cairá pela mão de um homem – essas palavras foram guardadas na memória de todos. Mas Earnür estava zangado desejando apenas vingar sua desgraça. Após os eventos com o Rei dos Bruxos, o grupo se despede, e o capitão de Gondor convida Cerch e Banazîr para que venham Gondor. Assim eles se despedem e os dois valorosos caminhantes partem para Valfenda na companhia de Glorfindel. Assim terminou o reino maligno de Angmar.

 1975 TE: Maio

7- Chegada a Valfenda. Os dois caminhantes são recebidos por Elrond na última casa amiga, e decidem permanecer ali ate recuperar os seus ferimentos.

20- Elrond permite que Aranarth visite os caminhantes. Aranarth os interroga sobre seu pai e a viagem.

23- Telumehtar chega em Bri, e perde o rastro de Celebeth, e se abriga nas casas de mendigos para passar oculto por seus conhecidos.

25- Glorfindel Visita os caminhantes, e tem uma longa conversa com Cerch. Telumehtar parte de Bri.

28- Telumehtar encontra Lüre, e ele conta sobre o rumo de Celebeth.

 1975 TE: Junho

4- Os caminhantes se recuperam de seus ferimentos, e há uma festa em Valfenda em homenagem aos quatro caminhantes que partiram na demanda de Arvedui. Cerch conhece Daeron, o menestrel. Telumehtar chega em casa e encontra a sua mãe, e conta a sua família sobre tudo o que aconteceu, e sobre a maldição. Sua mãe diz que ele e seu irmão devem esquecer a maldição e que a partir de agora ele seria chamado de “Camlost”, pois deveria mudar de nome para fugir da sua sina, e poder viver em paz; mas ele disse a sua mãe que o anel nunca o deixaria em paz.

5- Cerch parte de Valfenda, acompanhado de Daeron. Banazîr permanece na ultima casa amiga. E Celebeth espreita ao longe Telumehtar e sua família.

25- Cerch chega a Mithlond, e reencontra Círdan que o mostra o barco que o levará para o oeste, mas Cerch decide não partir.

30- Banazîr parte de Valfenda.

 1975 TE: Julho

10- Banazîr chega a Bri, e é recebido com honrarias, e traz a noticia da derrota do Rei dos bruxos de Angmar. Em casa Banazîr é recebido alegremente por seu fiel criado Odo.

 1976 TE: Julho

1-Cerch e Banazîr retornam a Valfenda, para a condecoração de Aranarth como líder do dúnedain de Arnor, e os tesouros da casa de Isildur ficam sobre a custódia de Elrond.

5- Cerch e Banazîr partem de Valfenda.

12- Chegada a Bri.

14- Na alvorada Cerch parte para os portos cinzentos.

15- Nas primeiras horas da madrugada, Frerin e Bifur chegam à casa de Banazîr, pedindo a sua ajuda.

E assim termina a história dos caminhantes que foram para o Norte em busca de Arvedui, aquele que já estava predestinado a ser o último rei. E também se relata o fim do reino maligno de Angmar, pois esta história relatou os últimos momentos dos Reinos do Norte, tanto o reino dos dúnedain como o reino maligno de Angmar. E o Rei dos Bruxos só retornaria ao Norte na época de Frodo Bolseiro, a linhagem dos reis estaria interrompida em Arnor e os herdeiros de Isildur passaram a viver no exílio. A linhagem dos reis do Norte só conheceria o retorno através de Aragorn II, filho de Arathorn II — Que seria conhecido como Elessar, a pedra élfica.

Mesa de Bar


Um conto de Aparição: o Esquecimento

Wraith Walker

Há quanto tempo estou aqui? Eu não sei informar com certeza, os dias do lado de cá sempre são dias cinzas, mas posso dizer que já vi muita coisa boa e ruim desses lados. Minhas roupas? Bem, na verdade elas nem existem… são expansões de meu próprio ser, menos essa moeda, ela é… especial, uma imagem que eu tinha de meus últimos dias do outro lado. Acho que devemos começar pelo fim… meu fim.

Eu tinha vinte e três anos, era filho de um grande comerciante em Natal… não, não vou dizer o nome de minha família… sei lá, vai que ainda exista alguém por ai, mas voltando ao assunto, era jovem, solteiro e gostava de jogos, nos dados de osso não tinha gambé que me ganhasse e mesmo que não fosse de bom tom, nas cartas meu baralho tinha mais saias do que paus e foi numa dessas que minha vida virou ao avesso.

Era uma noite como qualquer outra, nada de mais, estávamos em uma dessas casas que hoje vocês chamam de casa de drinks, eu tinha uma mão perfeita e uma negra com a boca ocupada, mas aquele maldito marujo tinha que desconfiar, acredite, ele não desconfiou de minha casaca, mas da negra com o busto exposto e de joelhos ao lado da mesa… se tivesse puxado pela minha casaca, eu simplesmente pediria desculpas e pagaria as mãos que ele tinha perdido, mas ele tinha que chutar minha puta preferida? Já comecei quebrando a moringa na cabeça dele, eu era um filho da terra, não tinha porque carregar armas comigo, mas aquele imbecil tinha seu canivete de cortar fumo de rolo e não se fez de rogado e me deu  um belo corte no braço.

Quando você entra em um briga de bar, você não pensa no que vai acontecer, eu lutava para manter aquela faca longe de mim e aquele lazarento tentava abrir meus fatos com ela. Não sei como, mas a negra que estava comigo me jogou uma peixeira — o que é isso? Uma faca grande, bem maior que o canivete de cortar fumo do marujo — a luta mudara de rumo, agora os dois cachorros podiam morder, mas eu te juro… nunca quis fazer aquilo, nem lembro como, mas a peixeira cravou fundo na barriga do homem… me lembro do pânico ao ver o sangue e as tripas dele saltando para fora, não sei se ouvi ou pensei ter ouvido ele dizer “você me matou!

No desespero, corri para casa e me tranquei no meu quarto. Meu pai era um homem justo e sensato, mas ainda assim respeitava minhas noites de farra e não me perguntava o que tinha feito, por isso tão logo o medo passou, a “marvada” veio me botar para dormir. Ninguém ia me pegar, eu tinha livrado o flagrante, o marujo era de outro país, seria enterrado como indigente e o capitão do navio ia dividir seus pertences… todos sairiam lucrando.

Menos meu pai, que quando soube do ocorrido voltou para casa, foi até meu quarto, me acordou, me obrigou a me vestir e me acompanhou até a casa de câmara e cadeia… me entregou como o bandido que eu era, um assassino… mas nada daquilo me abateu — o que me abateu mais foi os olhos de meu pai, a decepção que ele carregava no peito.

Foi para não ver essa dor que eu tomei coragem de fazer o que fiz, antes do meirinho vir deixar o café da manhã: torci minha camisa e improvisei uma corda curta, amarrei no teto baixo da cadeia e passei ao redor do pescoço. Não havia altura suficiente para pular… então dobrei os joelhos como jamais havia feito na vida… o ar não chegava mais, os momentos pareciam longos e por vezes pensei em desistir, mas então a escuridão, o frio e o silêncio chegaram para mim… é estranho lembrar, mas a ultima coisa que pensei foram nos seios da negra.

Meu despertar desse lado foi doloroso, mas não vou entrar em detalhes, basta dizer que meu senhor original era um idiota (pois é, a escravidão também existia desse lado) e lembra do marujo? Chegou uns dias antes de mim. Imagina, pensei que aqui era o inferno e então fui compreendendo as coisas… aqui era pior que o inferno.

Eu podia ver todos os que amava do outro lado sem jamais tocá-los, eu podia ver os amigos na farra sem poder participar… e como eu amava meus dados, minhas cartas, minha negra… e cada uma dessas coisas foi sumindo com o tempo. Meu pai me fez um grande favor me mandando minhas cartas, mas o mesmo não aconteceu com minha negra.

Sabe, uma coisa que descobri quando cheguei aqui… amava a loja de meu pai, sempre achei que era dali que vinha meu sustento, mas mesmo depois que ele a fechou, mesmo depois que ela mudou de dono, até hoje gosto de ver a fachada decadente dela.

Você pergunta de meu pai… Demorou para ele partir, estava lá, tanto para me despedir como para protegê-lo, mas meu pai não veio para esse lado, não viria; ele viveu bem, viveu toda sua vida e cumpriu todas as suas missões, acho que ele alcançou o paraíso. E não, não tenho esperanças de encontrá-lo lá.

O que me prende aqui? Acho que o velho prédio onde funcionou a loja de meu pai. Toda vez que olho para ele, me dá uma dor, uma espécie de saudade… é algo bom, alimenta o pouco que sou. Ah, essa moeda? Lembra do marujo? pois é… ele não teve tanta sorte como eu e hoje carrego ele comigo… sim, é isso mesmo o que você pensou; acho que a condenação dele é pior que a minha.

No final das contas, ele devia ter puxado a manga da minha casaca.