Crônicas do 2º Diversão na Lagoa

Como prometido em 2015, o Diversão na Lagoa volta com todo o gás! Sediado agora em um amplo salão climatizado, com a opção extra de jogar na varanda de vista prestigiada para a lagoa Manoel Felipe, o evento recebeu vários jogadores e narradores que aproveitaram o dia 31 de janeiro no primeiro Diversão na Lagoa de 2016 — que será apenas o primeiro deles, já que a direção do parque nos garantiu o espaço, pelo menos, até dezembro.

2016 promete!

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Crônicas do 1º Diversão na Lagoa

O domingo de 15 de novembro atraiu jogadores veteranos e curiosos para a a Cidade da Criança, onde encontraram uma grande variedade de boardgames e RPGs e a presença do músico Carlos Bem e da banda roqueira nacional UVelho Jones no show de encerramento, além de sorteio de jogos entre os participantes e uma excelente recepção junto ao público que visitou a Cidade da Criança neste dia. Aguardem outros Domingos de Diversão na Lagoa em 2016!

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Resenha do New York 1901, por Tendson Silva.

O senhor de todos os boardgames do universo! Tendson, nos presenteia com uma resenha sobre o New York 1901. Ele é o responsável por me viciar em jogos de tabuleiros, e organizador de um evento tradicional em Natal, o Trampolim da Aventura. Apreciem esta avaliação!

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Participe da era da construção dos Arranha-céus de New York!

Para mim, New Yok 1091 será o sucessor do Tiket to Ride. Ele tem a alma daquele, mas com um tema e mecânica diferente.

É um jogo ágil, aonde você pega carta de lote (que indica a cor e formato do terreno que será seu, aloca um trabalhador nele, e depois ou constrói nele, ou demole um prédio mais antigo para construir outro mais novo no local.

A cada construção se pontua.

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O twist do jogo fica por conta de 3 cartas de bônus de rua e 1 carta de bônus especial que dará pontos extras no final do jogo para quem cumprir o que fora pedido nelas.

O jogo tem aquele sentimento de trancar o adversário para evitar ele pontuar muito, e também de uma corrida, pois você pode apressar o fim do jogo, pegando mais cartas do deck de construção.

Gostei bastante, e por ter jogado com 2 jogadores, preciso jogar mais vezes para confirmar melhor a mecânica e detalhes do mesmo.

Nota: 7.9

Resenha: Guardians’ Chronicles

Guardian Chronicles - Caixa

a caixa de Guardians’ Chronicles

E aí, joinha? Aqui quem fala é o Tretomancer Nicholas; venho nesta pequena matéria fazer um apanhado sobre este boardgame (jogo de tabuleiro, pros leigos) que saiu no financiamento coletivo do Kickstarter (se ainda não sabe sobre financiamento coletivo, há um link no final da matéria explicando como funciona) há algum tempo atrás, podendo ser jogado de 2 a 5 pessoas (uma delas sempre assumindo o papel do vilão).

Um pouco da estória do jogo

O Guardians’ Chronicles se passa em um mundo parecido com o nosso, onde um grupo de heróis chamado Patrulha da Liberdade (Liberty Patrol), luta contra o vilão Dr. Skarov; a divisão dos blocos no mundo pode ser vista na imagem.

Guardian Chronicles - Mapa

A Caixa Básica

O jogo vem com um manual, muitas miniaturas do lado dos vilões — entre minions robôs, os tenentes (que parecem ninjas mulheres) e o vilão do jogo, o Dr. Skarov. Os quatro heróis iniciais da campanha no jogo são o Sargento Liberdade (Sgt. Freedom), Garoto de Ouro (Golden Boy), Super Nova e o mago Adam Spell (ambos os lados receberam até agora um total de três expansões).

Guardian Chronicles - Peças

dados, cartas, tiles e peças

A caixa ainda vem com alguns marcadores variados, como os de danos — parecidos com as onomatopéias dos quadrinhos e do seriado antigo do Batman (quem aí lembra dos POW, CRASH e BOOM?); cartas com os poderes dos heróis, sendo que cada um tem seu deck próprio (Power Cards) e as cartas de dano (Wound Cards), adquiridas quando os heróis atingem o Máximo de seus pontos de vida em dano; há também as cartas para os vilões do jogo (Event Cards) que são genéricas, podendo ser usadas uma vez por ativação; cartões de identidade dos heróis e vilões — onde se encontram as características de cada um e também 5 dados brancos (Combat Dices), 5 dados vermelhos (Power Dices) e os dados laranjas (Value Check Dices).

Ah, eu já ia me esquecendo — temos também 9 tiles dupla face (que formam o tabuleiro); cartas correspondentes a cada tile (explicarei mais à frente a função) e o manual das missões para montar o tabuleiro, que tem o papel de contar qual a missão dos heróis.

Como Funciona o Jogo

Guardian Chronicles - Jornal

o jornal de aventuras!

Ele começa com as escolhas de quem será o vilão e de quem serão os heróis (e seu nível, que varia entre Rookie, Normal e Veterano) e em seguida, rolando o dado pra saber qual missão secundária eles terão que atingir até o final do jogo, logo após decidir qual a missão a ser jogada. Nesse ponto ele é muito parecido com jogos como os boardgames de D&D já lançados (onde somente os heróis evoluem), mas disso falarei futuramente, se tiver oportunidade.

Então é montado o tabuleiro, com os heróis no ponto azul do tabuleiro e os minions distribuídos, dependendo da quantidade de jogadores em cada tile (se só houver 1 herói por exemplo, haverá um minion por tile no jogo) e pelo menos um tenente na área da missão primária do jogo.

Com tudo montado, cabe aqui uma explicação sobre as cartas de tile que falei acima — nelas estão descritas as armadilhas do jogo, que só podem ser ativadas pelo Dr. Skarov ao final de cada turno completo. O jogo começa com os heróis e o vilão decidindo quais cartas usar (os heróis pegam apenas duas e o vilão pega uma para cada herói em jogo) e só depois de decididas as ações de cada um é que é definida a sequência dos jogadores (cabendo ao vilão ativar um tipo de minion por vez dos jogadores). No final após todos jogarem é ativada a armadilha correspondente à que o Dr. Skarov está no tile da sala de controle.

Uma coisa legal no jogo é que os heróis ou o vilão, ao término da partida, montem o jornal de acordo com o que ocorreu no jogo.

Meu Parecer

Eu sou suspeito pra falar de boardgames, pois sou um pouco chato — mas quando se fala de jogos cooperativos — como você deve ter notado ao falar de um jogo de heróis e se não notou, aviso aqui: o jogo é COOPERATIVO.  Começo dizendo que me encantei com esse tema, pois quase não acho boardgames sobre heróis e vilões no mercado e este veio bem a calhar:

  • facílimo de aprender a jogar, só fica um pouco complicado e chato na montagem do tabuleiro;
  • apesar da caixa ser muito resistente, sua divisória interna é muito fraca;
  • as regras volta e meia dão uma reviravolta, pois muito poderes mudam-nas de forma drástica, dando mais tática ao jogo.

Ainda não tive oportunidade de jogar todas as missões da caixa básica, mas a galera que está jogando comigo viu que assim como no Zumbicide, se não forem tomadas as decisões certas, a missão pode fracassar imensamente. Quanto à duração do jogo — apesar da caixa falar em 120 minutos — ele pode se estender até uma noite inteira. Cabe dizer aqui que essa caixa básica é apenas o Episódio 1.

Dou nota 7,5 — pois o manual volta e meia deixa o jogo confuso e temos de partir para o fórum da editora para sanar as duvidas existente.

É isso, galera, espero que tenham gostado e até a próxima.