Resenha: Guardians’ Chronicles

Guardian Chronicles - Caixa

a caixa de Guardians’ Chronicles

E aí, joinha? Aqui quem fala é o Tretomancer Nicholas; venho nesta pequena matéria fazer um apanhado sobre este boardgame (jogo de tabuleiro, pros leigos) que saiu no financiamento coletivo do Kickstarter (se ainda não sabe sobre financiamento coletivo, há um link no final da matéria explicando como funciona) há algum tempo atrás, podendo ser jogado de 2 a 5 pessoas (uma delas sempre assumindo o papel do vilão).

Um pouco da estória do jogo

O Guardians’ Chronicles se passa em um mundo parecido com o nosso, onde um grupo de heróis chamado Patrulha da Liberdade (Liberty Patrol), luta contra o vilão Dr. Skarov; a divisão dos blocos no mundo pode ser vista na imagem.

Guardian Chronicles - Mapa

A Caixa Básica

O jogo vem com um manual, muitas miniaturas do lado dos vilões — entre minions robôs, os tenentes (que parecem ninjas mulheres) e o vilão do jogo, o Dr. Skarov. Os quatro heróis iniciais da campanha no jogo são o Sargento Liberdade (Sgt. Freedom), Garoto de Ouro (Golden Boy), Super Nova e o mago Adam Spell (ambos os lados receberam até agora um total de três expansões).

Guardian Chronicles - Peças

dados, cartas, tiles e peças

A caixa ainda vem com alguns marcadores variados, como os de danos — parecidos com as onomatopéias dos quadrinhos e do seriado antigo do Batman (quem aí lembra dos POW, CRASH e BOOM?); cartas com os poderes dos heróis, sendo que cada um tem seu deck próprio (Power Cards) e as cartas de dano (Wound Cards), adquiridas quando os heróis atingem o Máximo de seus pontos de vida em dano; há também as cartas para os vilões do jogo (Event Cards) que são genéricas, podendo ser usadas uma vez por ativação; cartões de identidade dos heróis e vilões — onde se encontram as características de cada um e também 5 dados brancos (Combat Dices), 5 dados vermelhos (Power Dices) e os dados laranjas (Value Check Dices).

Ah, eu já ia me esquecendo — temos também 9 tiles dupla face (que formam o tabuleiro); cartas correspondentes a cada tile (explicarei mais à frente a função) e o manual das missões para montar o tabuleiro, que tem o papel de contar qual a missão dos heróis.

Como Funciona o Jogo

Guardian Chronicles - Jornal

o jornal de aventuras!

Ele começa com as escolhas de quem será o vilão e de quem serão os heróis (e seu nível, que varia entre Rookie, Normal e Veterano) e em seguida, rolando o dado pra saber qual missão secundária eles terão que atingir até o final do jogo, logo após decidir qual a missão a ser jogada. Nesse ponto ele é muito parecido com jogos como os boardgames de D&D já lançados (onde somente os heróis evoluem), mas disso falarei futuramente, se tiver oportunidade.

Então é montado o tabuleiro, com os heróis no ponto azul do tabuleiro e os minions distribuídos, dependendo da quantidade de jogadores em cada tile (se só houver 1 herói por exemplo, haverá um minion por tile no jogo) e pelo menos um tenente na área da missão primária do jogo.

Com tudo montado, cabe aqui uma explicação sobre as cartas de tile que falei acima — nelas estão descritas as armadilhas do jogo, que só podem ser ativadas pelo Dr. Skarov ao final de cada turno completo. O jogo começa com os heróis e o vilão decidindo quais cartas usar (os heróis pegam apenas duas e o vilão pega uma para cada herói em jogo) e só depois de decididas as ações de cada um é que é definida a sequência dos jogadores (cabendo ao vilão ativar um tipo de minion por vez dos jogadores). No final após todos jogarem é ativada a armadilha correspondente à que o Dr. Skarov está no tile da sala de controle.

Uma coisa legal no jogo é que os heróis ou o vilão, ao término da partida, montem o jornal de acordo com o que ocorreu no jogo.

Meu Parecer

Eu sou suspeito pra falar de boardgames, pois sou um pouco chato — mas quando se fala de jogos cooperativos — como você deve ter notado ao falar de um jogo de heróis e se não notou, aviso aqui: o jogo é COOPERATIVO.  Começo dizendo que me encantei com esse tema, pois quase não acho boardgames sobre heróis e vilões no mercado e este veio bem a calhar:

  • facílimo de aprender a jogar, só fica um pouco complicado e chato na montagem do tabuleiro;
  • apesar da caixa ser muito resistente, sua divisória interna é muito fraca;
  • as regras volta e meia dão uma reviravolta, pois muito poderes mudam-nas de forma drástica, dando mais tática ao jogo.

Ainda não tive oportunidade de jogar todas as missões da caixa básica, mas a galera que está jogando comigo viu que assim como no Zumbicide, se não forem tomadas as decisões certas, a missão pode fracassar imensamente. Quanto à duração do jogo — apesar da caixa falar em 120 minutos — ele pode se estender até uma noite inteira. Cabe dizer aqui que essa caixa básica é apenas o Episódio 1.

Dou nota 7,5 — pois o manual volta e meia deixa o jogo confuso e temos de partir para o fórum da editora para sanar as duvidas existente.

É isso, galera, espero que tenham gostado e até a próxima.

I Encontro Lúdico do IFRN Cidade Alta

Nosso anfitrião!

Embora pareça um título de evento muito longo, garanto que não é. Deve haver pelo menos uma dúzia de eventos ligados à otorrinolaringologia que são bem mais compridos. Enfim: cheguei um bocadinho atrasado, tinha planejado aparecer por lá no mais tardar às 14:00h, mas acabei entrando no local apenas às 15:10h. Mas fui bem-recebido na porta pelo digníssimo mestre Franciolli e pelo sempre hospitaleiro Tendson, senhor de todos os board games que existem sobre a Terra. Na primeira impressão, vi poucas mesas de RPG (apenas duas, na verdade), mas muita gente jogando, de jogos de tabuleiro a jogos de carta (e não, não estou falando de baralho). Continue lendo