Avatar – Os Dobradores

Olá,

 

Auspicioso início de inverno, caros 2d6 leitores! Há tempos que não me aventuro pelos vales das postagens em blogs, mas recebi o convite do pessoal do Mundos Colidem e encontro-me em um momento que acredito ser viável tal feito. Então decidi por tirar a poeira do equipamento, calçar as botinas e viajar novamente pelos vales catalogando ideias, experiências e materiais no fabuloso mundo do RPG para trazer até vocês o resultado dessas viagens. A quem me acompanhava na “Toca do Hutt”, sim, eu estou escrevendo isso de última hora, em plena madrugada, precisando acordar cedo. É, alguns velhos hábitos não mudam, mas eu espero conseguir ser mais organizado e planejar melhor minhas postagens aqui no Mundos Colidem.

 

Eu deveria ter começado na semana anterior, mas foi uma semana movimentada muito louca na minha vida e pra piorar eu encontrava-me de frente ao meu maior dilema no momento de escrever alguma postagem: a dúvida. É, eu estava em dúvida sobre o que escrever. Até pensei em falar sobre o Calango Lúdico, o evento que estou ajudando a organizar que ocorrerá no domingo, dia 03 de julho de 2016, no Arena Geek – sim, isso é um jabá. Só que o ideal é que ao falar do evento eu apresente todas as informações necessárias e eu preciso organizar algumas delas para ficar compreensível – e pra mostrar que apesar do caos em minha mente, eu consigo fazer algo organizado. Então, por essa razão, estava confabulando com meus colegas de equipe e após algumas sugestões e possibilidades apresentadas, optei por reviver algum material mais útil das postagens antigas do Toca (ou seja, um que não tenha tanta cara de diário do Leish), que infelizmente ainda continua fora do ar, apesar da Bonatto ter salvo meu material num blog bonitinho, só pra eu referenciar como faço aqui e ali.

 

O material escolhido foi o do hack (hack aqui, nesse sentido, seria de adaptação) de Avatar para Storytelling – por favor, não confundir Storytelling, sistema do Novo Mundo das Trevas que virou Crônicas das Trevas, com Storyteller, sistema do Mundo das Trevas. Escolhi por três motivos: O primeiro é que foi o artigo que eu vi alguém linkar num grupo e eu nem conhecia a pessoa que linkou, por isso homenageio essa generosa alma que encarou o meu árduo texto; O segundo é que um dos membros da equipe votou nisso enquanto eu estava mergulhado na dúvida; o terceiro é pra aproveitar o hype do pessoal fã de Avatar que está frequentando o Mundos Colidem pra pegar a adaptação de Lima para FATE Acelerado – e aumentar esse hype, já que acredito que este material aqui não é pra competir com o do FATE, mas apresentar uma alternativa para quem curte algo mais mainstream agradando a gregos e troianos e, quem sabe, incentivar a quem prefere em outro sistema a criar sua própria adaptação (e pode enviar pra gente analisar que, se estiver compatível com o sistema, a gente publica!). Então, eu reescrevi um pouco o material e trago a vocês, pedindo, solenemente, que ignorem as insanidades. 😀

 

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Quem me conhece sabe que um dos meus cenários favoritos de animação é o de Avatar, tendo uma grande vontade de jogar e mestrar no cenário, principalmente após a saga mais recente, a “Lenda de Korra”, por revelar muitos dos segredos do cenário – como a origem da tartaruga-leão e nuances do mundo espiritual. Sempre estive atento, olhando por aí, à procura de uma adaptação para d20 que me satisfizesse. Encontrei algumas adaptações pra d20 e pra 3D&T, mas eu não tenho tanto interesse em 3D&T assim a ponto de mestrar nele e as adaptações pra d20 tinham elementos que me incomodavam: eu entendia o porquê da decisão, mantendo a coerência com o d20, mas havia uma quebra com o cenário e isso me incomodava ao cubo – aliás, essa é a maldição do fanboy, vide o meu amigo Tio Lipe que procura até hoje uma adaptação decente de Saint Seiya e não pode ouvir alguém falar mal de Final Fantasy. Atualmente tem a adaptação para FATE Acelerado feita por Lima e publicada aqui no blog do Mundos Colidem, mas minha relação com FATE é meio conturbada, só que isso fica pra uma futura postagem no qual falarei de Jadepunk, o meu amorzinho em FATE.

 

Quem me conhece sabe que eu sou filho do AD&D. Eu nasci e cresci no AD&D e sou d20 fanboy, sempre jogando D&D e procurando encontrar o OGL perfeito pra meu tipo de jogo – sim, eu sei, eu odiei a terceira edição com toda a força e fugi daquilo como o diabo foge da cruz, mas os OGL’s como o BESM, Star Wars Saga, True 20 me trouxeram ao lado d20 da Força e ela se renovou com o advento da 4ª edição e da 5ª edição. Mas, entretanto, todavia, porém, eu tenho um caso de amor com o Storytelling. Devido a diversos motivos, eu odiava o Classic Mundo das Trevas e o Storyteller, mas o novo Mundo das Trevas e o Storytelling me trouxe de volta ao contato com o dice pool de d10, criando um flerte, uma paquera e quando a segunda edição do novo Mundo das Trevas, agora chamada de Crônicas das Trevas, saiu, com o advento do God Machine Chronicles, o caso de amor se solidificou de vez.

 

Bem, retomando o lance com Avatar, quando eu comecei meu caso de amor com o Storytelling, eu até acabei achando uma adaptação da “Lenda de Aang”, mas era pra Storyteller e ia por uma linha contrária a que eu buscava, então acabei descartando. Adiantando que a adaptação está muito boa para quem joga Storyteller, tendo pego muitos elementos de “Mago: A Ascensão” (como a dobra ser vantagem, lembrando a mecânica de Avatar de Mago), mas meu caso de amor é com a irmã mais nova, não com a mais velha… Por isso eu coloquei meus neurônios pra trabalhar, tendo encontrado em “Street Fighter – o jogo de RPG”, para Storyteller, o guia que me apresentou o caminho a ser seguido. Estava tudo praticamente lá. Eu tinha as regras pra Artes Marciais no livro básico e no suplemento do “guia dos jogadores” eu tinha os lutadores que usavam elementos em suas lutas, além das manobras especiais com tais elementos. Só que, infelizmente pra mim, tudo em Storyteller.

 

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Felizmente, por serem sistemas-irmãs, a adaptação era bem simples: “Eu só preciso adaptar Street Fighter para Storytelling”. E realmente é bem simples assim. Eu partiria do “Mago: O Despertar”, que possui magias clássicas que é similar em essência às manobras especiais dos artistas marciais: Substituo “Gnose” por “Estilo”; Troco “Mana” por “Chi”; Saem as “Esferas” e entram as “Técnicas”; “Magias Clássicas” dão lugar a “Manobras Especiais”; e, por fim, “Honra” entra no lugar de “Sabedoria”. O restante é cosmético e aparar ponta, ainda mais com o advento do “Satsui no Hado” nas obras mais recentes, que com um ajuste ou dois dá pra utilizar o conceito de Besta de “Vampiro: O Réquiem”, no lugar do sistema de Paradoxo do Mago – eu sei que inicialmente se fala que o Satsui no Hado é apenas para os lutadores de Asatsuken, entretanto algumas obras demonstram que o “chi sombrio” é um mal que afeta a todos os lutadores de artes marciais. Viram? É simples, basta apenas uma boa pintura, pra encaixar as pontas soltas, e voilá.

 

Entretanto, todavia, porém, o problema agora era comigo. 😄 Quem conhece “Street Fighter – o jogo de RPG” sabe que as técnicas envolvem “Soco, Chute, Apresamento e Foco”, que seriam utilizados no lugar da Habilidade Física “Briga” no Storytelling, e “Bloqueio e Apresamento”, que seriam utilizados no lugar da Habilidade Física “Esportes” no Storytelling. Duas Habilidades Físicas seriam removidas da ficha, o que causaria uma “quebra da harmonia” – cada set de Habilidades possui oito habilidades, se retiramos duas do set Físico sem repor, há uma quebra brusca. Além disso, fica discrepante Armamento e Armas de Fogo continuarem como Habilidades Físicas se possuem o mesmo princípio e removê-las, tornando-as técnicas aumentaria a quebra. Apenas explicando a lógica do meu raciocínio, se eu não as removesse estaria beneficiando quem investisse em luta armada já que adquirir habilidade com XP é mais barato que adquirir técnica. E convertendo-as em Técnicas, o que é mais coerente, aumenta para quatro o rombo na lista de Habilidades Físicas. Consigo pensar em uma ou duas habilidades físicas para substituir as convertidas, mas não quatro. E meu perfeccionismo simplesmente não aceita essa quebra.

 

A partir desse impasse, eu distanciei a adaptação de Avatar da adaptação de “Street Fighter – O Jogo de RPG”, deixando a adaptação para SF incompleta – e se algum dia eu completá-la, eu apresento a vocês. Então, voltei a pensar em Avatar puramente. Foi nesta época que conheci a maravilhosa adaptação de Yu Yu Haskusho para Storytelling, tão maravilhosa que eu me empolguei de mestrar a danada mesmo sabendo que havia alguns furos – mas eu queria testá-la porque se desse certo, ela simplesmente seria a resposta pros meus impasses. Quando chega nas Doutrinas, o similar às Disciplinas de Vampiro e Técnicas de Street Fighter, o sistema de Yu Yu leva em conta o seguinte elemento: você escolhe uma doutrina inicial e paga mais barato por ela, enquanto que outras doutrinas possuirão custo maior caso decida adquiri-las. Era válido pra Avatar? Sim. Bastava apenas que cada dobrador tivesse como Elemento Inicial o de sua dobra e tivesse os elementos avançados (como relâmpago ou metal) com custo maior, além da existência do elemento espiritual, que seria mais caro para todo mundo – fora as restrições de não poder aprender outros elementos além dos de sua nação. Maravilha!

 

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Novamente, o problema foi meu perfeccionismo, desta vez como Fanboy. Se eu fosse utilizar um sistema similar ao de Doutrinas do Yu Yu ou Disciplinas de Vampiro, eu teria que elencar o que cada nível no elemento conseguiria fazer. Por exemplo, estabelecer que no nível 1, ele consegue controlar uma chama do tamanho de uma vela, que no nível ele consegue controlar uma chama do tamanho de uma fogueira, e por aí vai. E isto me incomoda, porque por mais que seja um excelente ajuste, a dobra é mais flexível. Eu diria que ela é similar a uma esfera de mago, possuindo uma maior flexibilidade em seu uso dependendo muito da criatividade da pessoa que a utiliza – algo que a gente vê muito na animação. Então, basicamente era só substituir o efeito da dobra por uma mecânica similar à de magia improvisada de Mago, utilizando a tríade “Atributo + Habilidade + Elemento” e com uma leve pincelada de Ars Magica para determinar elementos como alcance, área, quantidade de alvos, entre outros detalhes. Este foi o procedimento utilizado para a elaboração do hack para Avatar, que segue abaixo:

 

Dobra

 

A primeira nova característica é a Dobra, que seria o similar a “Potência do Sangue” para os Vampiros e “Gnose” para os Magos. Ela representa o quão forte ou desenvolvido é o potencial do personagem como dobrador. Ela determina o índice máximo de Atributos, Habilidades e Elementos do personagem, além da quantidade de Chi possuído e que se pode utilizar em cada turno. Entretanto, quanto maior a capacidade de Dobra, mais ele se distancia dos outros seres, recebendo uma penalidade nos testes sociais e podendo atrair adversários ocasionais ou duradouros cujo único objetivo é vencer o personagem. Por fim, a Dobra estabelece o número máximo de efeitos que um dobrador pode manter ativo. Todos iniciam com um ponto de Dobra, podendo adquirir pontos adicionais com pontos de vantagem (3 pontos de vantagem para cada 1 ponto adicional em Dobra – ou 5 pontos de vantagem se estiver utilizando o sistema revisado).

 

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* Penalidade Social válida exceto para testes de Intimidação.

** A critério do Mestre a quantidade de Adversários.

 

Chi

 

A segunda nova característica é o “Chi”, que por sua vez seria similar ao “Sangue” em Vampiro e “Mana” em Mago, servindo de combustível para dobrar os elementos. O Chi é utilizado para: ativar a dobra; curar ferimento em um ponto para curar dois pontos de contusão, um ponto para curar um de letal, cinco pontos para curar um de agravado – no último caso, precisa de um descanso de duas noites; por fim, o chi pode ser utilizado para modificação do dano, tornando letal o dano da dobra para dobradores com 4 ou menos no elemento e tornando agravado o dano da dobra para dobradores com 5 pontos no elemento. Recuperar Chi exige uma meditação de uma hora, em que ao final dessa uma hora o dobrador realiza um teste de Autocontrole + Perseverança. Ele recupera o valor de sua dobra em Chi e um ponto de Chi adicional para cada sucesso no teste, não podendo exceder o limite.

 

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Honra

 

A terceira nova característica é a “Honra”, que funciona exatamente como a Moralidade apresentada no módulo básico da primeira edição do NWoD. O valor Inicial é 7, sendo a média da Honra dos Dobradores. Acima de 7, o personagem possui maiores restrições quanto aos atos que cometem desonra, entretanto recebe um bônus em suas rolagens mentais e sociais. Abaixo de 6, o personagem já possui menos restrições quanto aos atos que podem desonrá-lo, entretanto recebe uma penalidade em suas rolagens mentais e sociais, além de uma degeneração automática, além da que pode receber pela falha na rolagem ao degenerar. Os atos de Desonra são praticamente os mesmos de Moralidade, com o acréscimo presente na tabela abaixo.

 

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Elemento

 

O Elemento consiste na substância que é controlada pelo dobrador, correspondente às “Esferas” de Mago. Normalmente um dobrador não possui mais que um ou dois elementos, optando por se especializar neles. O personagem começa com três pontos que pode distribuir entre o elemento inicial do seu estilo ou o elemento espiritual – elementos avançados necessitam que o personagem tenha um nível 5 no elemento inicial. Todo o dano causado por um personagem com um elemento de nível 4 ou menos é de contusão, apenas quando o elemento chega ao nível 5 ele torna-se letal. O dobrador pode, ao custo de um ponto de chi, realizar os seguintes efeitos:

 

  • Dano: O dobrador pode causar dano igual ao valor do nível do elemento, seja por envolver o punho com pedra ou arremessar pedra nos oponentes;

 

  • Blindagem: O dobrador pode criar uma blindagem de valor igual ao do nível do elemento, seja por criar uma barreira de vento que dissipe o ataque, seja por criar uma armadura de ar;

 

  • Apresamento: O dobrador pode erguer coisas ou prender coisas com sua dobra, substituindo o valor de Força no teste pelo nível do elemento acrescido do valor da Dobra do personagem;

 

  • Deslocamento: O dobrador pode adicionar o valor do nível do elemento ao seu deslocamento, seja por utilizar uma bola de vento para se locomover ou impulsionar a si mesmo com uma rajada de fogo.

 

Para cada uso do elemento, o custo é de um ponto de Chi. Um efeito, como o de deslocamento e blindagem pode ser mantido, ao custo de um ponto de Chi por turno que é sustentado – a vantagem disso é que você está mantendo o efeito no turno antes mesmo de sua vez na rodada. O dobrador pode realizar ataques à distância utilizando a habilidade Briga, seja por criar um chicote de fogo ou arremessar uma rajada de fogo. O alcance é calculado de acordo com o resultado de Dobra x Elemento: o valor obtido corresponde ao alcance curto, o dobro do valor ao alcance médio e o quádruplo ao alcance longo. O dobrador pode realizar ataques em área, que utiliza do mesmo cálculo de Dobra x Elemento para calcular a área que pode ser afetada. Caso ataque mais de um oponente em um mesmo ataque, ele subtrai o valor da maior defesa entre os alvos acrescida de dois dados para cada alvo adicional. O valor do dano é calculado somando o dano do ataque ao número de sucessos obtidos no ataque e dividindo esse valor total pelo número de alvos (arredondado pra baixo). Conforme explicado em Dobra, a quantidade de efeitos que podem ser mantidos pelo dobrador é igual a 3 acrescido do valor de sua Dobra – não o valor do Elemento.

 

O Elemento Espiritual é um elemento diferente, utilizado para lidar com espíritos. Ele pode ser adquirido com pontos iniciais de elemento ou com pontos de XP – embora a aquisição por XP tenha um valor similar ao de elementos avançados, ou seja, um pouco mais caro. Possui os mesmos efeitos da esfera Espírito de Mago.

 

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Estilos

 

Por fim, um dobrador necessita adquirir um Estilo, que corresponde aos Elementos que ele é capaz de controlar. Seu estilo define o Elemento Inicial, bem como os Elementos Avançados que o personagem pode aprender. Também concede vantagens relacionadas aos elementos, além de vínculo a uma Habilidade que pode ser ampliada utilizando-se do Elemento. São quatro os estilos existentes:

 

Água: O Elemento Inicial do dobrador deste estilo é a Água. Os Elementos Avançados deste estilo são Plantas, obtendo o controle de plantas, e Sangue, obtendo o controle do sangue nos seres vivos. Bônus de Atributo: O personagem recebe um ponto adicional em Inteligência. Ponto Forte: Explosão do 9 em Medicina. Gastando um ponto de Chi, consegue curar três de dano de contusão ou um de dano letal para cada sucesso em um teste de Medicina – um de dano agravado pode ser curado para cada três sucessos no teste. Ponto Fraco: Os Elementos deste Estilo quando utilizados para Dano causam dano similar à metade do nível do valor do elemento (arredondado pra baixo).

 

Ar: O Elemento Inicial do dobrador deste estilo é o Ar. Os Elementos Avançados deste estilo são Gases, obtendo o controle de gases, e Som, obtendo o controle do som. Bônus de Atributo: O personagem recebe um ponto adicional em Destreza. Ponto Forte: Explosão do 9 em Esportes. O valor de Deslocamento quando utiliza um dos Elementos deste Estilo é calculado como se tivesse o dobro de pontos no Elemento. Ponto Fraco: Os Elementos deste Estilo quando utilizados para Apresamento possuem um efeito similar à metade do nível do valor do elemento (arredondado pra baixo).

 

Fogo: O Elemento Inicial do dobrador deste estilo é o Fogo. Os Elementos Avançados deste estilo são Lava, obtendo o controle de lava vulcânica, e Relâmpago, obtendo o controle da eletricidade. Atributo: O personagem recebe um ponto adicional em Perseverança. Ponto Forte: Explosão do 9 em Intimidação. Os Elementos deste Estilo causam dano letal desde o nível 1, podendo transformá-lo em agravado por um ponto de Chi. Ponto Fraco: Os Elementos deste Estilo quando utilizados para Blindagem criam uma proteção similar à metade do nível do valor do elemento (arredondado pra baixo).

 

Terra: O Elemento Inicial do dobrador deste estilo é a Terra. Os Elementos Avançados deste estilo são Metal, obtendo o controle do metal, e Areia, obtendo o controle de areia e pó. Atributo: O personagem recebe um ponto adicional em Vigor. Ponto Forte: Explosão do 9 em testes de Sobrevivência. Os Elementos deste Estilo possuem valor de Apresamento igual ao dobro do valor do Elemento acrescido ao valor da Dobra. Ponto Fraco: Os Elementos deste Estilo quando utilizados para Deslocamento possuem uma locomoção similar à metade do nível do valor do elemento (arredondado pra baixo).

 

Experiência

 

Por fim, a tabelinha de Experiência. Ela incluirá o modelo da primeira e segunda edição do Storytelling, permitindo utilizar o material independente do set que esteja utilizando.

 

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Estas são as características básicas necessárias para emular a animação de Avatar, faltando apenas ajustes que envolveriam organizações aos quais os personagens estão associados e concedem bonificações em vantagens e a elaboração de vantagens voltadas para o cenário – que acredito que podem ser facilmente criadas olhando-se algumas já existentes de algum dos livros do nWoD. Curiosamente meu monstrinho doentio perfeccionista ainda ficou implicando com o modelo acima. Porque para jogos mais narrativos e com um enfoque em aventuras como as de Korra, em que o desenvolvimento das dobras é secundário o material ficou perfeito. Entretanto, para um jogo focado em aventuras como as de Aang, em que o desenvolvimento das dobras é primário, principalmente nos dois primeiros volumes, o monstrinho ficou incomodando. E eu acabei elaborando um modelo que pretendo estudar para ver se é compatível para adaptar Street Fighter para Storytelling porque as Técnicas rascunhadas complementam as Habilidades em vez de substituí-las, dando um detalhamento maior em relação às técnicas e desenvolvimento das mesmas. Mas isto é assunto para um próximo Capítulo.

 

Bonanças.

 

Atenciosamente,

Leishmaniose

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