Um Negro Caminhante

Esses versos a seguir falam sobre um negro caminhante,

Que apenas procurava algo que sabia que nunca encontraria.

Mas ele sempre refletiu sobre isso,

Mas nunca deixou de procurar.

Sabia que tudo que tocava não se real apresentava

Pois mesmo assim não deixou de tocar.

Para conter os seus augúrios forjou o próprio receptáculo

Extraindo como matéria prima a pele dos seus braços

Observava claro e fácil, e sempre era mal interpretado

Mas jamais foi maltratado

E sempre foi amado, mas não conseguiu amar

O seu amor estava na procura, mas se um dia achaste?

Mas ele desde sempre já tinha achado

Só não sabia como conter para si

Olhou, contemplou e observou

Que tantas maneiras de ver um desejo

E parado não ficou a desejar o indesejável

Ergue-se em pleno trabalho, utópico para muitos

E decidiu com as mãos em sangue

Farei com que o meu desejo, me deseje!

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