Memórias Perdidas 3/4

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Dia 3

Fui dormir ouvindo os resmungos do gordo e acordei com a porra dos zumbis invadindo, ouvi alguém gritar: “o gordo se suicidou” e “fudeu a gente!”

Saímos às pressas por uma porta na cozinha, enquanto os bichos forçavam a frente; alguns mais espertos já estavam dando a volta no prédio. Na fuga, Ricardo quase é morto roubando o botijão de gás que ele nem sabia se ainda restava algo. A sorte parecia sorrir para nós, tinha um velho carro de som no quintal e um portão velho. Matei uns dois para abrir caminho até o carro, tinha uma menina de roupas de banho e eu pensei “o que danado ela faz aqui?” bem na hora que o facão decepou a cabeça dela. Robson queimando em febre, o magro derrubou mais uns dois, Priscila estava dentro do carro com Sibite e Ricardo tentava fazer uma ligação direta, até que conseguiu.

Subimos todo no carro e dirigimos em linha reta, nem sabíamos onde a rua ia dar, mas era uma rua sem fim e alguém teve a ótima ideia de ligar o sistema de som do carro.  No final da rua tinha um portão, entramos com portão e tudo no terreno, era uma pequena estação da CAERN, fomos direto até o outro lado do terreno que não tinha saída, até bater o caminhão contra um muro.  Pulamos o muro, tinha uma casa do outro lado, Robson quase foi mordido por um, ele está muito mal. Do outro lado era uma casa, subimos no telhado, havia um aglomerado de zumbis na rua e não tínhamos escolha a não ser entrar na casa.

Entramos na casa, encontramos alguns monstros, Sibite é morto por que rastejava na cozinha, meu deus, o bicho só tinha metade do corpo e mesmo assim levou aquela criança. Isolamos uma parte da casa, mas não dava para ficar, partimos para o quintal; engraçado, haviam salas com cadeados, demoramos para abrir e encontramos muitos livros e cocaína, muita cocaína. Ouvimos gritos e voltamos ao telhado e Ricardo estava segurando Priscila que estava aos prantos gritando por Robson. Levanto a cabeça e vejo Robson abrindo a porta da casa e 6 zumbis avançando impiedosamente sobre ele.

Ainda ouvi o Magro falar “puta que pariu, Robson”. A casa está inacessível agora e estamos presos no telhado. Decidimos passar a noite aqui, mas eu disse ao Magro que o meu ferimento estava infeccionado e precisava de cuidados. Cochichamos sem dizer a Ricardo, mas é claro que ele sabia que falamos algo e decidimos tentar chegar no Onofre Lopes; partiríamos assim que tivéssemos oportunidade. Aquela criança dormia em meu colo e uma mulher zumbificada me olhava da rua, agarrada na grade da casa.

Eu não consegui dormir.

Leia Dia 1

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Um comentário sobre “Memórias Perdidas 3/4

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