Memórias Perdidas: parte 2 de 4

apocalipse-zumbi

Dia 2

Amanheceu, mas quem disse que dormi com todo aquele barulho de grunhidos e grades forçadas? Priscila estava dormindo (a menina que salvamos no carro), Robson está com muita febre e dores. Bruno aflito, me fala que o Gordo fugiu com Igor, só ouviu o barulho da moto antes do amanhecer. Decido ir atrás de medicamentos para o meu colega, vou para o terreno do edifício, os malditos ficam loucos com a minha presença, não há como sair, Bruno me consola, mas logo uns sucessivos sons de alarmes dos carros são disparados e eu vejo um garoto correndo entre os zumbis. A maioria, parte em busca da presa mais fácil, ficando uns poucos à minha frente, abro o portão, mato três e sigo para a Deodoro, e tenho a grata surpresa de encontrar o Nordestão de Petrópolis (ele sempre esteve ali, mas a essa altura, eu não lembrava mais). Me aproximo lentamente entre os carros, há poucos no prédio, mas muitos na rua, vejo o garoto do outro lado da rua, faço um sinal com a mão e ele se aproxima.

O moleque parece ter uns 10 anos e disse para eu o chamar de Sibite. Falou que ainda resta um pouco de comida, e alguns medicamentos no supermercado. Conseguimos chegar sem problemas, matamos um que ficava na entrada e haviam uns poucos nos corredores, dava para desviar. Recolhemos alguns enlatados e alguns medicamentos (antibióticos, era o que Robson precisa), mas fomos surpreendidos, pelo sistema de som, que atraiu inúmeros monstros. Eles invadiram aos montes; Sibite conseguiu escapar por uma janela de ventilação que era pequena demais para mim. Me desviei, matei alguns, cometi o erro de atirar e atraí mais. Corri para os fundos do supermercado, tinha uma porta e uma câmera. Gritei, implorei, e a porta abriu. Quando entrei, levei um tiro na perna esquerda.

Um vigilante ainda estava refugiado no local, Michel era o seu nome, me pediu desculpas, mas disse que precisa me imobilizar. Tive vontade de mata-lo, mas tinha poucas balas, e o tiro não tinha sido letal, e eu precisava dele para fugir dali. Logo ele me falou de uma saída de ventilação pelo telhado, me levou até lá, escapei pulando algumas casas, e sai pela rua Floriano Peixoto; sem a comida nem medicamentos e o lugar está inacessível. Aquele cara vai morrer mais cedo, ou mais tarde.

Sigo pela rua e encontro mais alguns malditos, logo eles se aglomeram atrás de mim, esquisito, esses parecem ser mais rápidos, tanto, que quando me dou conta, quatro deles me cercam e entro em um restaurante; a porta estava quebrada, eu tento colocar uma mesa para impedir a passagem, mas eles são muitos, novamente cometo o erro de atirar, mais e mais se aglomeram e inevitavelmente sou mordido no braço direito. Penso em minha esposa, penso em me matar; quando vejo um facão decepar os zumbis, era um homem alto, magro, usando a farda do corpo de bombeiros.

O SD Magro, ele se apresentou assim, amputou meu braço, fez um curativo improvisado; encontrou alguns enlatados, e decidimos fugir. Não dava para voltar, tínhamos que seguir em frente, no sentido a catedral, era um dor infernal, eu me lembrei de Robson e dos medicamentos. Logo ouvimos um barulho de moto, era Igor; me senti aliviado ao vê-lo, mesmo tendo inúmeras perguntas. Ele me levou para o sindicato. O Magro seguiu o caminho a pé.

Em nosso refúgio, encontro Robson muito mal, e eu em estado semelhante ou pior. O Gordo deu um sorriso sarcástico ao me ver nessa situação. Priscila chorou, Robson ficou consternado. E Bruno? Havia sido morto, e ninguém sabia explicar como; mas Priscila, me falou que um tiro foi ouvido, minutos antes do retorno de Igor e o Gordo. E eu apaguei, mas ainda ouvi o Gordo questionar o aparecimento do Magro.

Leia  Dia 1.

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2 comentários sobre “Memórias Perdidas: parte 2 de 4

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