Memórias Perdidas: parte 1 de 4

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E aí pessoal? Gostaria de compartilhar com vocês, memórias de uma campanha, que foi narrada em um dos meus sistemas favoritos. Mas no geral, só não ocupa esse posto devido a minha grande paixão que é a literatura Tolkiana, e os sistemas referentes a O Senhor dos Anéis, que vocês já viram outras postagens aqui no blog, e muitas ainda droparam aqui nesse local. Mas vamos falar sobre Terra Devastada, um sistema simples, rápido, e que dispensa comentários e longas discussões sobre mecânicas e regras de jogo. É só escolher as características e rolas dados, par sucesso, impar fracasso. Maravilhoso!

Nesses primeiros contatos, eu venho compartilhar com vocês quatro fragmentos, de relatos de campanha, construídos na vivencia de uma campanha narrada no ano de 2013, que usou a minha cidade Natal/RN como pano de fundo, para essa aventura. O interessante em narrar um apocalipse zumbi, em uma cidade familiar aos jogadores, é o fato dos mesmos conhecerem a cidade, e a ajuda na construção dos espaços da narrativa, que é um fator que dinamiza a exemplificação da sessão.

Espero que vocês apreciem este primeiro fragmento.

 Memórias Perdidas

Estou escrevendo para tentar manter minha mente firme, e conseguir entender tudo o que está acontecendo. E assim, quem sabe, poder sair dessa situação, seja ela qual for! Quando toda essa merda começou, eu estava de férias. Em casa, vi um vídeo na net, onde um velho em Shangai mordia violentamente uma criança em um metrô. Na hora eu ri, e pensei: Esse povo está cada dia mais louco. E eu, apesar de ter treinado exaustivamente durante 15 anos, não estava preparado para essa situação, e parece quem nem meus amigos fuzileiros.

Com o passar dos dias, os relatos aumentavam na tv e na net. E eu não dava importância, continuava rindo de toda a situação. Até que um dia, meu vizinho mordeu a minha esposa, e eu tive que o matar. Então notei que a situação tinha chegado até mim, e me dei conta que deveria fazer algo. Peguei minhas armas, e parti, tentando salvar a única coisa que sempre amei em toda a minha vida. Peguei meu carro em vão; estavam um engarrafamento só no Alecrim, ninguém conseguia ir de carro para nenhum canto, até que o inesperado aconteceu, minha esposa me atacou, e eu tive que fazer com ela, o mesmo que fiz com o meu vizinho. Todas as noites sonho com seu rosto desfigurado, enquanto tentava em vão faze-la voltar a si, e ela só pensar em me morder como um animal selvagem, e faminto.

Foram horas, dias e meses esquisitos, e só agora, após vagar como um louco, sem dormir por dias, me deparo com um caderno velho, e um lápis quebrado, em frente a uma escola no bairro do Alecrim. Sim eu estava tentando voltar para casa, mas eu não tinha mais casa.

Dia 1

Depois de dias escondido nos arredores de minha antiga casa (não coloquei a data, pois sinceramente não sei, é algo em torno de agosto ou setembro de 2014), dormindo nos carros dos meus antigos vizinhos (a duas noites atrás tive que matar o seu Geraldo, velhote pão duro, nem na “morte” saiu de perto do carro); Ouvi o som de uma moto, que parecia ir para o centro da cidade. Recolhi minhas poucas coisas (um rifle de longo alcance; uma 44; uma faca, e uma mochila, com algumas poucas munições), e parti. O caminho foi ficando cada minuto mais difícil, haviam muitos zumbis na Avenida Rio Branco, e cortei caminho pelas ruelas. Enfim chego nas proximidades do Ducal, vejo uma luz no 6º andar e decido subir. A energia elétrica ainda funcionava em alguns grandes prédios; se havia sobreviventes, eles não ousavam usar, acho que tinham medo de atrair os zumbis. Entro no prédio, e as duras penas, chegou ao sexto andar, ouço gritos, mato zumbis no corredor com a minha 44; em uma sala, um homem luta com o fim de suas forças, na tentativa de matar um dos zumbis, sou surpreendido por um que estava ao chão, e acerto um tiro no braço do homem que estavam tentando ajudar. Me recomponho, e mato os demais. Apesar do tiro, Robson estava bem, ele me diz ser auxiliar de escritório, e que estava a semanas escondido ali.

Decidimos ir para a cobertura, tentar uma visão melhorada. E as coisas não melhoraram, lá embaixo, um rapaz tenta ajudar uma menina presa em um carro, pobre garoto, são muito comedores, ele vai morrer. Pego meu rifle, miro, e mato o garoto. Agora ele está em paz. Robson quer ajudar a criança, mas são muitos. Até que novamente o som da moto é ouvido, e os zumbis são atraídos, vemos a oportunidade e decidimos ajudar a menina, na decida encontramos algumas dificuldades [nota: não entrar mais no Ducal], não precisamos matar ninguém, é tão esquisito, que quando não é necessário, me sinto estranho. Salvamos a garota, e seguimos pelas ruelas, até o beco da lama. Retornamos a Rio Branco, e encontramos o cara da moto, Ricardo, um louco. Mas nos salvou. Arrombamos um carro, Igor fez uma ligação direta, e decidimos partir. O motoqueiro nos relatou dos boatos nas rádios, sobre um local seguro na estação de rádio da Marinha, na Hermes da Fonseca, e decidimos ir para lá.

Descemos a Rio Branco, e entramos na rua Juvino Barreto, as ruas estavam bloqueadas na altura da Avenida Deodoro da Fonseca. Robson começa a sentir dores, devido ao ferimento, e retornamos, e uma bandeira branca balança em um prédio que parece ser um sindicato, paramos o carro em frente ao portão, um jovem garoto, nos recebe, Bruno o seu nome, ele estava com um senhor, que apenas se apresentou como o Gordo. Esses caras estão aqui desde o início, o Gordo relatou que há um campo para refugiados no Parque das Dunas. Que derrubaram a ponte de Igapó, e tem uma barricada na Newton Navarro, e um homem conhecido como “Carbureto”, fez uma milícia, e domina a região, e criou campos de concentração e cultivo em ceara-mirim. O grupo decidi dormir neste local. Durante a noite, algo chamou a atenção dos malditos, pois o ruído e os grunhidos eram ouvidos aos milhares dentro do prédio.

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3 comentários sobre “Memórias Perdidas: parte 1 de 4

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