Jogos que Jamais — Parte 2

Continuando a saga…

League of Kings

Já faz algum tempo que eu pensei em rolar uma campanha de super-heróis de fantasia — como se arquétipos clássicos de super-times fossem espelhados por arquétipos de alta fantasia / D&D. Eles seriam heróis épicos, senão reis de seu próprio povo/nação, pelo menos então parágonas de sua espécie, respeitados e reverenciados onde quer que fossem. E agora tem que se unir contra uma ameaça que não se limita a apenas um reino ou um povo.

Os personagens já começariam grandiosos, arquétipos de classes (ou de um mix de classes) icônicas de fantasia, como patrulheiro, guerreiro, mago, bardo, etc., mas com a evolução bem adiantada. Originalmente planejada em GURPS (coisa de 1.500 pontos), mas se fosse em D&D, seria na casa do nível 30.

É, não estou falando de problemas com kobolds, orcs, necromantes ou cubos de gelatina — esses caras comem cubos cubos de geléia ocre no café da manhã. Esses personagens tem um tarrasque na casinha de cachorro, usam o crânio de Vecna como cinzeiro e mandam divindades da morte ir catar coquinho. É uma Liga de Reis (o que é a Liga da Justiça perto dum troço desses?).

Kami Hunters

Uma espécie de continuação espiritual de Shadow Chasers, muito embora tenha outros personagens e certas mecânicas do universo (no que diz respeito à magia, entidades espirituais e potentados pós-vida/morte sejam completamente diferentes, ele segue em uma vereda narrativa comum: jovens adultos combatendo a escuridão e aqueles que dela provém. Kami Hunters deveria (eu nunca sei se vai dar certo) ter o script de um episódio de Scooby-Doo estrelado pelo cast de Buffy, a Caça-Vampiros e dirigido por Robert Rodriguez (na época em que ele era um cara família, mas tresloucado).

Originalmente, começou como uma mini-campanha de artistas marciais chineses com poderes de kung fu espiritual que caçavam os necromantes desmortos vampiros que aterrorizavam a vizinhança com seus vampiros, zumbis e whatevers. Isso, claro na era mítica da China (ou Qin, sei lá), pré-unificação.

Sky Raiders

Talvez alguns de vocês sejam jovens demais para se lembrar de Indiana Jones, ou da raiz narrativa de aventuras pulp das quais suas estórias se originaram, das quais, nos quadrinhos, Tintin é um de seus melhores exemplos. Nem super-herói, nem herói (no sentido pleno da palavra), Tintin é um jovem jornalista belga, que sempre acompanhado de seu cãozinho fox-terrier Milu e do inseparável Capitão Haddock, um fiel e (frequentemente) ébrio homem do mar, se embrenha em aventuras que o fazem percorrer o mundo, às vezes caminhando na trilha de revolucionários nas selvas de uma nação sul-americana,  às vezes esgueirando-se pela fronteiras vigiadas por soldados e tanques de uma nação da Europa oriental. E até na Lua, pasmem.

Sky Raiders era algo assim: um grupo de viajantes, de aventureiros, pilotos, mecânicos, cientistas e escritores, que viajam o mundo do pós-guerra do final dos anos 1940, perseguindo mistérios, mitos, monstros, tesouros, segredos, conspirações — ufa! Infelizmente não durou mais que uma ou duas sessões, mas se não fosse assim, não seria um jogo que jamais…

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