Jogos que Jamais — Parte 1

Existem jogos que você sonha, planeja e às vezes até se organiza para narrar, ou mesmo, se a deidade permitir, jogar. Mas isso não acontece. Não acontece nunca. Não importa o motivo, o universo conspira para você se fuder dar mal neste aspecto. Pode ser a falta de tempo, a falta de material de apoio, a falta de imaginação, a falta de cooperação de seus jogadores — que só querem aquela droga de sistema/cenário que você não tem mais saco de narrar, mas que também não tem mais forças para dizer que chega e ponto final.

Não importa. Esta é minha homenagem/elegia aos sistemas e/ou cenários que jamais narrarei, mas que terão sempre um lugar guardado na minha lembrança. Alguns são caseiros, enquanto outros são comerciais. Só que isso não importa: todos me atormentam à noite, quando fecho os olhos e tento dormir. Eles clamam por fruição, não importando quão breve. Eles clamam por existência, não importando quão abstrata.

Eles clamam por vida.

E isso é tudo que posso lhes dar. Continue lendo

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Truth & Justice

Eu planejava o retorno da minha campanha clássica de super-heróis — LJB, a Liga da Justiça Brasil: esculhambada, satírica e pícara, mas definitivamente divertida e já na sua terceira ou quarta versão (eu nunca lembro). Ela já tinha sido jogada em DC Heroes (da finada WEG), GURPS (3ª Edição) e Fuzion (o sistema-pai de Cyberpunk 2020), mas eu não tinha mais saco para mecânicas de jogo complicadas e que devorassem meu tempo livre. Eu queria aproveitar cada segundo criando personagens, estórias e conflitos, não perder o tempo tendo que certificar-me que os doze subatributos que controlavam o uso de superforça estavam corretos e em harmonia metamatemática uns com os outros.

Foi aí que descobri Truth & Justice, ou T&J, como é chamado pelos fãs. Continue lendo