Shadowrun 2070 – Sombras de Nova Iorque

E começamos mais uma vez nossa campanha de Shadowrun. Às vezes, eu tenho a impressão de que passei mais tempo jogando Shadowrun que qualquer outro RPG em minha vida, desde a segunda edição (início dos anos 90, quando foi lançado aqui pela primeira vez pela finada Ediouro). Eu não tenho tantos livros de Shadowrun quanto de GURPS, mas chega perto. Pode-se dizer que é minha segunda paixão em termos de ambientações de ficção científica, seguida de perto por Transhuman Space, Eclipse Phase e  o clásscio Cyberpunk 2020. De qualquer maneira, neste último sábado, iniciamos nossa nova campanha, ambientada na Nova Iorque de 2070, ano do cenário da 4ª edição de Shadowrun.

Desta vez, o grupo é de iniciantes — shadowrunners de primeira viagem, criados com 300 pontos, com acesso a equipamento até o nível 12, e liberadas as opções de meta-espécies do Runner’s Companion (ou seja, o personagens poderiam ser não só elfos, anões, orks e trolls, mas também nagas, centauros, hobgoblins, ghouls, vampiros, etc. ). Depois de alguma deliberação (e dois finais de semana sem jogo), o pessoal chegou com o seguinte grupo:

Nora Smith (anã, caçadora de recompensas): pilotando sua pick-up 4×4, seu bar — Choice’s Alley, nomeado pelo seu marido — e uma carreira de caçadora de recompensas que já viu o bastante do outro lado da lei a ponto de ter uma SINA criminal, Nora usa o bar como base de operações, centro de informações e eventualmente, esconderijo. Um vício em BTL e um problema de comportamento bipolar são tormentos do seu passado recente, que ela controla criteriosamente com doses de medicamento e o ranger de dentes, dependendo da situação.

Charles “Doc” Hackardt (humano, mago hermético): treinado como mago de combate, Doc achou que a vida como “consultor” de segurança para uma corporação AA seria confortável. mas na primeira operação, sua equipe toda dançou, e ele só escapou por um fio. A solução foi procurar trabalho nas sombras e deixar para trás o visual de mago — que quase lhe custou a vida. Mas isso não impede que entre rajadas de balas, seus petardos de mana sejam menos convincentes que munição explosiva perfurante de armadura.

Isobel Lane (humana, face): só os deuses sabem onde essa consultora de negócios acostumada a transitar entre as corporações e o crime organizado aprendeu seu ofício, mas com certeza sedução era uma das matérias onde ela laureou. Sua ninfomania e contatos na indústria pornô só tornam mais claro que seus vícios são mais que um contratempo, pela voracidade com que ela traça humanos e meta-humanos. E não estamos falando de canibalismo ou coisa parecida…

Paul Takahashi (humano, hacker): saído — literalmente — das entranhas da cidade, onde fazia a manutenção dos sistemas ainda indispensáveis que conduzem água, gás, energia e parte das comunicações da grande maçã, Paul nunca se destacou como um criminoso de carreira, até o dia em que ele notou que consertar, modificar e — muitas vezes — hackear sistemas essenciais nos túneis escuros cinco metros abaixo da cidade enquanto era atacado por habitantes daquela escuridão subterrânea tinha que ser mais difícil e pagar menos que trabalhar como shadowrunner.

O grupo também incluiu um adepto somático e um Fusor, mas eles ainda não tem nome e tiveram uma participação mínima nesta primeira sessão, onde os runners enfrentam seu primeiro serviço enquanto grupo: encontrar um fugitivo da Tríade de Denver, escondido em Nova Iorque.

Após um encontro no Choice’s Alley com o  testa-de-ferro da Máfia, Miguel Sanchez, um Ork da velha guarda, que reúne o grupo para resolver a dor de cabeça que seu capos lhe passaram com o fugitivo (como um favor aos seus aliados da tríade da Lótus Branca), eles vão ao primeiro ponto onde Lin Yao colocou os pés após chegar em Nova Iorque: a casa de chá e clube Lucky 99. Lá, eles fazem contato com Soon Shan,  o gerente do clube e empregado da corporação de nível AAA Shiawaze, que é uma forma de dizer que ele trabalha para os Yakuza. Depois de negociação e Isobel se comprometer com alguns favores que ela fica ansiosa para pagar, eles descobrem o seu paradeiro: o falsificador de passes de acesso e paranóico profissional Eddie Stephens.

É depois de cansativa negociação (e algum dinheiro) que Eddie decide passar alguma informação. Mas isso ficou para o próximo sábado…

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