O Mestre da Masmorra

Recentemente, na minha visita (quase) diária por blogs de Old-School (especificamente, no Delta’s D&D Hotspot) eu tropecei neste conto para o New Yorker, chamado The Dungeon Master. Não é um texto exatamente construtivo sobre nosso hobby, muito embora seja representante de uma boa literatura e de um estilo comum do contista norte-americano médio desde os anos 90, de frases curtas e pesadas. Por outro lado, é interessante ver de outro ponto de vista como certos personagens representam bem algumas figurinhas carimabadas de sessões de jogo que já tive no passado, o que às vezes chega a ser assustador.

Apesar da sessão de RPG no conto [spoiler]encerrar alguma violência e encerrar com a promessa de cadeia, suicídios, vidas sem rumo[spoiler!] e talvez coisa pior para seus participantes, ele funciona como uma precisa e dolorosa possibilidade do RPG enquanto atividade alienante e alienada da realidade, e certamente, na mesa de jogo do supracitado Dungeon Master, há um quê de sado-masoquismo, tanto da parte do mestre, como de seus jogadores. Talvez a coisa toda seja uma metáfora complicada sobre crescer na América da infância perdida e da crise financeira sob o espectro da ameaça terrorista, mas eu não sei.

Leiam e depois a gente conversa mais…

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