GHOST/ECHO

Ghost/EchoPelo Twitter, o Gabriel veio me avisar: Ghost/Echo. Um RPG gratuito de duas páginas que consegue ao mesmo tempo ser absurdamente enigmático e fuderoso. Graficamente, ele já começa bem, com um visual tecno-avant-garde enxuto e dinâmico, que destaca as características (ou seriam sugestões? Não, espere — é melhor insinuações) narrativas mais importantes, como pessoas, locais, criaturas e tesouros do universo de jogo. Mas onde? Por quê? Como?

Ele não responde. Ele pede que você complete os espaços vazios com sua imaginação, e meus amigos, estes espaços vazios são grandes. Maiores que a quantidade de perguntas sem responder durante a terceira temporada de Lost, ou que os furos de roteiro em Transformers 2. Mas talvez seja isso que faça esse RPG indie tão interessante. Os personagens parecem ser pessoas com a habilidade especial de acessar ou penetrar o Ghost World (mundo fantasma, seja lá o que isso queria dizer), onde eles aparentemente — entre outras coisas — procuram por tesouros que só existem ali.

Mas há coisas no Ghost World, coisas como Wraiths (espectros), que aparentemente, são capazes de ficar famintas, e podem ser classificadas como Cães, Serpentes, Falcões e Aranhas. E isso não deve ser muito bom. E claro, há outros exploradores do Ghost World. Todos com nome como alias ou nicks da Internet: Coil, Demon, Hull, Grip e Vixen — E os locais? The Watchtower, Echo Park, The Night Carnival, The Black Circle… Nomes de fantasia em um épico urbano. E o que diabo é um Echo? Essa é a primeira coisa que pedem para você definir. Seria o Ghost World uma dimensão espiritual paralela? Uma ciberrealidade que apenas alguns conseguem acessar? Um delírio consensual causado por drogas herméticas? Os jogadores decidem. Eles decidem tudo. Segundo Gabriel, Ghost/Echo é um jogo-oráculo, onde o brainstorm, a interação dos jogadores entre si para decidir os detalhes e elementos principais criam o jogo palavra a palavra.

Mecanicamente, ele não poderia ser mais simples. No seu turno, defina um Objetivo e um Risco para seu personagem, role um dado de seis lados para cada. Dependendo da sorte, você pode conseguir ou não seu Objetivo e ser afetado ou não pelo Risco inerente a ele. No dado de Objetivo, se sair 1-2 você perdeu; 3-4 você ganhou em parte, mas não sem algum revés; e 5-6 a vitória é sua. E no dado de Risco, 1-2 quer dizer que o risco se manifesta; 3-4 ele se manifesta parcialmente; e 5-6, ele não dá as caras.

Eu achei o jogo de uma elegância sem igual, só comparável a Risus, mas não é algo para se jogar a qualquer momento — especialmente com os grupos mais conservadores —, em boa parte por fugir completamente dos elementos (não vamos dizer estereótipos) tradicionais de RPG, o que muita vezes assusta os jogadores (e até alguns narradores). Eu tenho até uma idéia sobre o por quê, mas fica para outro post.

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4 comentários sobre “GHOST/ECHO

  1. Pingback: Tweets that mention GHOST/ECHO « Mundos Colidem -- Topsy.com

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