Campanhas de 2010

Vou dizer uma coisa — eu tenho problemas sérios com a manutenção de campanhas longas. Em boa parte, isso acontece por causa da natureza irregular das nossas sessões de jogo. Levando em conta que muitos fatores impedem que joguemos com uma frequência razoável, como o fato de vários membros do grupo — incluindo eu mesmo — termos que trabalhar aos sábados (nosso único dia de jogo), uma vez ou outra.

Só que essa uma vez ou outra acaba sendo uma vez e outra, e assim, acabamos perdendo muito tempo de jogo, e eventualmente, o interesse na campanha. Eu, em especial, sinto-me extremamente desestimulado quando passam-se semanas e o ritmo do jogo mantém-se tão divertido quanto uma reunião de avaliação contábil.

Assim, até termos um ritmo melhor, resolvi fazer mini-campanhas. Coisa de no máximo oito a dez sessões de duração, de maneira a variar o gênero e evitar o aborrecimento de ter uma longa (e longamente planejada) campanha caindo aos pedaços por não termos o dia livre de plantões e horas extras.

Enfim — não necessariamente nesta ordem, teremos o seguinte:

Bounty – Most Dangerous Prey Alive: um jogo sobre caçadores de recompensa profissionais – de supervilões, ou pelo menos supercriminosos. Quem já assistiu Domino, é só adicionar supervilões na mistura. Ou basta mudar ligeiramente o ângulo de Powers. É o jogo do momento, onde uma super-cientista com problemas emocionais (dona da agência de caçadores de recompensa e com um super-equipamento que lhe dá poderes psíquicos), um super-mestre do kung fu (filho de um super-vilão do kung fu e de uma super-caçadora urbana), um ex-supervilão regenerado (estilo Lex Luthor, com o super-poder de ser uma espécie de Donald Trump do inferno), um ex-super-assassino pistoleiro (no estilo dos assassinos de Procurado) e uma ex-sniper da swat (com problemas com autoridade e bebida) descobrem uma conspiração da máfia e de um mega-supervilão fugitivo para conquistar a cidade onde vivem e quem sabe, o país. Quando dá pra jogar, temos nos divertido.
Voidwalker: Na verdade, é um esboço de campanha de space opera que eu desenvolvi o bastante para rolar alguma coisa. Combina elementos de RPGs que eu gosto, como Transhuman Space ou Eclipse Phase e de romances de FC, como Revelation Space e qualquer coisa do Isaac Asimov, Larry Niven, Frederik Pohl e idéias novas de FC sobre conceitos antigos e batidos. Em especial, ele utiliza a ambientação Tales of the Solar Patrol, da SJGames, que usa valores da FC dos anos 50. Eu dei uma mexidinha, adicionei os ingredientes acima, e vamos ver no que é que dá.
Horizonte Perdido: eu já quis – e tentei – fazer um jogo de RPG pós-apocalíptico, mas acabou não dando certo. Esta é uma tentativa melhorada. Qualquer influência de Fallout 3 não é mera coincidência… Na verdade, ele deve muito mais a Redline, da série de ambientações (e regras) alternativas para D20 da Fantasy Flight Games, chamada Horizon. Ele tem uma cara meio Mad Max, com alguns elementos sobrenaturais (the creep), ligados mais a mutações que coisas do além. Ah, e zumbis radioativos, tubarões de areia, enxames de baratas carnívoras e mutantes motoqueiros canibais. A galera deve gostar.
Vigilante: o grupo já jogou uma espécie de “capítulo 1” desta campanha, que trouxe ao mundo o Galinha Negra (sim, eu conto esta estória em outra ocasião). Eu fiquei com a vontade de fazer mais um capítulo sobre super-heróis low-power (como o Demolidor, Batman, Arqueiro Verde, Questão, Punho de Ferro e Justiceiro) obcecados, psicóticos e com uma sede de sangue ligeiramente maior que a de justiça. A idéia é que eles estejam “sozinhos contra o mundo” no que diz respeito a super-criminosos, organizações criminosas, terroristas e cobradores da TV a cabo.
Sombras de Babel: uma visão de Shadowrun passado em Metrópole, o maior megaplexo do mundo, localizado em Amazonia (antigamente conhecido como América Latina). O importante aqui é que o jogo se passará em 2050, na época tosqueira de Shadowrun, com direito a penteados mohawk, roupas de couro, implantes mal-feitos e muita, muita, mas muita munição explosiva.

Bom, basicamente é isso. Vamos ver o que 2010 fará às minhas pobres campanhas…

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